{"id":10730,"date":"2020-11-13T18:42:35","date_gmt":"2020-11-13T18:42:35","guid":{"rendered":"https:\/\/oparanews.com.br\/?p=10730"},"modified":"2020-11-13T18:42:35","modified_gmt":"2020-11-13T18:42:35","slug":"vacina-da-pfizer-deve-chegar-ao-brasil-ate-marco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.oparanews.com.br\/index.php\/2020\/11\/13\/vacina-da-pfizer-deve-chegar-ao-brasil-ate-marco\/","title":{"rendered":"Vacina da Pfizer deve chegar ao Brasil at\u00e9 mar\u00e7o"},"content":{"rendered":"<p>A vacina desenvolvida pela Pfizer com a empresa de biotecnologia BioNTech contra a covid-19 pode estar dispon\u00edvel j\u00e1 para uso no Brasil no primeiro trimestre de 2021, segundo o presidente da farmac\u00eautica no Pa\u00eds, Carlos Murillo, se o governo brasileiro decidir importar o imunizante. Em resultados preliminares do ensaio cl\u00ednico de fase 3 dos testes, o produto revelou efic\u00e1cia de 90% &#8211; bem acima do esperado.<\/p>\n<p>Murillo, que participou de evento na Academia Nacional de Medicina nesta quinta-feira, 12, contou que as negocia\u00e7\u00f5es com o governo brasileiro est\u00e3o avan\u00e7adas. Em nota, o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade informou apenas que &#8220;todas as vacinas com estudos avan\u00e7ados no mundo est\u00e3o sendo analisadas, inclusive a da Pfizer.<\/p>\n<p>Segundo Murillo, a empresa apresentou solu\u00e7\u00e3o parcial para o problema log\u00edstico de armazenamento e distribui\u00e7\u00e3o da vacina. O imunizante demanda armazenamento a temperaturas de &#8211; 70 graus Celsius, o que poderia inviabilizar o uso desta vacina no Pa\u00eds. O executivo disse que j\u00e1 foi apresentada ao governo uma embalagem especial, com gelo seco, capaz de manter o imunizante na temperatura correta por 15 dias. Ap\u00f3s o descongelamento, o produto se mant\u00e9m est\u00e1vel por mais cinco dias em refrigeradores comuns.<\/p>\n<p>&#8220;Ou seja, do momento em que o produto chega ao Pa\u00eds at\u00e9 ser aplicado seriam 20 dias&#8221;, disse Murillo. &#8220;N\u00e3o \u00e9 simples, n\u00e3o resolve toda a log\u00edstica, mas muda muito o esquema de pensar em ter um freezer de baixas temperaturas em cada centro de vacina\u00e7\u00e3o.&#8221; O minist\u00e9rio ainda informou que &#8221; toda a rede de frio do Brasil disp\u00f5e de equipamentos para armazenamento de vacinas a -20\u00b0C, com exce\u00e7\u00e3o da inst\u00e2ncia local &#8211; as salas de vacinas e onde o armazenamento se d\u00e1 na faixa de controle de +2\u00b0C a +8\u00b0C.&#8221; Hoje, acrescenta a pasta, o padr\u00e3o mundial \u00e9 &#8220;de armazenamento entre +2\u00b0C e +8\u00b0C&#8221;.<\/p>\n<p>Para o virologista da UFMG Fl\u00e1vio Fonseca, a alternativa \u00e9 interessante, mas h\u00e1 ressalvas. &#8220;A priori, a ideia \u00e9 boa, porque o gelo seco tem a capacidade de armazenar a uma temperatura de at\u00e9 &#8211; 96\u00b0C por um per\u00edodo de tempo. S\u00f3 que evapora muito r\u00e1pido, voc\u00ea tem de repor para manter a temperatura baixa por mais tempo.&#8221; Outra preocupa\u00e7\u00e3o, diz, \u00e9 encarecer a vacina.<\/p>\n<p>O presidente da Pfizer disse que a empresa investiu US$ 2 bilh\u00f5es (cerca de R$ 10,9 bilh\u00f5es) no desenvolvimento da nova vacina. A farmac\u00eautica n\u00e3o revelou os pre\u00e7os que cobrar\u00e1 por cada dose, mas Murillo afirmou que a empresa est\u00e1 praticando tr\u00eas valores: um para EUA e Europa, outro para pa\u00edses em desenvolvimento como o Brasil e um terceiro para na\u00e7\u00f5es subdesenvolvidas.<\/p>\n<p>Inicialmente, a produ\u00e7\u00e3o do imunizante da Pfizer ser\u00e1 totalmente concentrada em tr\u00eas f\u00e1bricas nos Estados Unidos e outras duas na Alemanha. Ser\u00e3o 50 milh\u00f5es de doses at\u00e9 o fim deste ano e 1,3 bilh\u00e3o ao longo de todo o ano que vem. Em princ\u00edpio, a vacina ser\u00e1 aplicada em duas doses.<\/p>\n<p>&#8220;A forma mais eficiente e mais r\u00e1pida de que dispomos para oferecer o maior n\u00famero de doses poss\u00edvel \u00e9 concentrar essa produ\u00e7\u00e3o nas cinco f\u00e1bricas j\u00e1 adaptadas e com a devida infraestrutura para a fabrica\u00e7\u00e3o dessa vacina&#8221;, explicou Murillo, lembrando que o imunizante faz uso de uma tecnologia in\u00e9dita. &#8220;Depois que a pandemia passar, vamos avaliar a transfer\u00eancia de tecnologia. Pessoalmente acredito que um pa\u00eds como o Brasil deve participar do desenvolvimento dessa nova plataforma vacinal.&#8221;<\/p>\n<p><strong>Vacina pode acabar com a pandemia, diz cientista<\/strong><\/p>\n<p>Em entrevista ao jornal The Guardian, o cientista Ugur Sahin, presidente-executivo da BioNTech, disse estar otimista em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina e acredita que ela pode acabar com a pandemia. &#8220;Se a quest\u00e3o \u00e9 se podemos deter essa pandemia com essa vacina, ent\u00e3o minha resposta \u00e9: sim, porque acredito que mesmo a prote\u00e7\u00e3o apenas contra infec\u00e7\u00f5es sintom\u00e1ticas ter\u00e1 um efeito dram\u00e1tico&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>Sahin afirmou que, at\u00e9 os resultados da primeira an\u00e1lise de testes sa\u00edrem, ele n\u00e3o tinha certeza se o imunizante desencadearia uma rea\u00e7\u00e3o forte o suficiente no sistema imunol\u00f3gico humano. &#8220;Era poss\u00edvel que o v\u00edrus n\u00e3o fosse realmente o alvo da vacina, chegasse \u00e0s c\u00e9lulas e continuasse a adoecer as pessoas. Agora sabemos que as vacinas podem vencer esse v\u00edrus.&#8221;<\/p>\n<p>Apesar do resultado inicial animador, a falta de um conjunto de dados mais completos dos ensaios cl\u00ednicos deixa d\u00favidas sobre se o produto tamb\u00e9m \u00e9 eficaz para pessoas com infec\u00e7\u00f5es assintom\u00e1ticas. Determinar isso com certeza pode levar at\u00e9 um ano, ele diz. Algumas quest\u00f5es cruciais sobre a efic\u00e1cia da vacina s\u00f3 ser\u00e3o respondidas nas pr\u00f3ximas semanas ou meses, segundo Sahin. O cientista comentou tamb\u00e9m que a experi\u00eancia da Pfizer com vacinas para o mercado de massa e a a\u00e7\u00e3o r\u00e1pida das autoridades regulat\u00f3rias ajudaram a acelerar o processo de desenvolvimento do imunizante para 10 meses, em vez de anos.<\/p>\n<p><strong>Oxford<\/strong><\/p>\n<p>O vice-presidente de Produ\u00e7\u00e3o e Inova\u00e7\u00e3o em Sa\u00fade da Fiocruz, Marco Aur\u00e9lio Krieger, que tamb\u00e9m participou do evento, confirmou que a perspectiva da institui\u00e7\u00e3o \u00e9 produzir 200 milh\u00f5es de doses da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e a farmac\u00eautica AstraZeneca em 2021.<\/p>\n<p>As primeiras 30 milh\u00f5es de doses j\u00e1 estar\u00e3o dispon\u00edveis no fim de fevereiro para serem aplicadas assim que o registro do produto for liberado pela Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa). O custo \u00e9 de US$ 3,14 (cerca de R$ 17) por dose. Assim como a vacina da Pfizer, o imunizante de Oxford est\u00e1 na fase 3 de testes, em humanos, a mais avan\u00e7ada no desenvolvimento desse tipo de produto.<\/p>\n<p>Segundo Krieger, essa produ\u00e7\u00e3o nacional coloca o Pa\u00eds no seleto grupo das regi\u00f5es que mais vacinas per capita v\u00e3o dispor no ano que vem, atr\u00e1s de Reino Unido, Estados Unidos, Uni\u00e3o Europeia e Jap\u00e3o. Por meio do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es, vacina, anualmente, 300 milh\u00f5es de pessoas em todo o Pa\u00eds, e disp\u00f5e de pelo menos 35 mil postos de vacina\u00e7\u00e3o. \/Colaborou Marcela Coelho<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Fonte: Terra<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A vacina desenvolvida pela Pfizer com a empresa de biotecnologia BioNTech contra a covid-19 pode estar dispon\u00edvel j\u00e1 para uso no Brasil no primeiro trimestre de 2021, segundo o presidente da farmac\u00eautica no Pa\u00eds, Carlos Murillo, se o governo brasileiro decidir importar o imunizante. 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