{"id":11833,"date":"2021-01-04T00:27:29","date_gmt":"2021-01-04T00:27:29","guid":{"rendered":"https:\/\/oparanews.com.br\/?p=11833"},"modified":"2021-01-04T00:27:29","modified_gmt":"2021-01-04T00:27:29","slug":"clinicas-privadas-negociam-por-vacina-indiana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.oparanews.com.br\/index.php\/2021\/01\/04\/clinicas-privadas-negociam-por-vacina-indiana\/","title":{"rendered":"Cl\u00ednicas privadas negociam por vacina indiana"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Cl\u00ednicas de Vacinas (ABCVAC) informou neste domingo, 3, que o setor negocia a compra de cinco milh\u00f5es de doses da Covaxin, imunizante contra a covid-19 fabricado pela farmac\u00eautica indiana Bharat Biotech. O produto obteve no s\u00e1bado, 2, recomenda\u00e7\u00e3o de uso emergencial na \u00cdndia, mas os dados sobre a sua efic\u00e1cia ainda s\u00e3o desconhecidos.<\/p>\n<p>A ABCVAC afirma que cinco milh\u00f5es de doses devem vir ao mercado brasileiro at\u00e9 meados de mar\u00e7o. Este calend\u00e1rio, por\u00e9m, depende de certifica\u00e7\u00f5es do produto no Pa\u00eds. Para ser aplicada, a vacina deve ser registrada ou receber aval para uso emergencial no Brasil. A fabricante da vacina precisa pedir essas permiss\u00f5es \u00e0 Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa).<\/p>\n<p>Uma delega\u00e7\u00e3o da associa\u00e7\u00e3o brasileira ir\u00e1 \u00e0 \u00cdndia na pr\u00f3xima semana para discutir a compra da vacina. &#8220;A vacina, administrada em duas doses com intervalo de duas semanas entre elas, induziu um anticorpo neutralizante, provocando uma resposta imune e levando a resultados eficazes em todos os grupos de controle, sem eventos adversos graves relacionados a` vacina. Na \u00faltima fase antes da libera\u00e7\u00e3o para uso emergencial, ela foi aplicada em 26 mil volunt\u00e1rios em 22 localidades da \u00cdndia&#8221;, afirma a ABCVAC. Os dados sobre os estudos finais da vacina ainda n\u00e3o foram publicados.<\/p>\n<p>Em nota, a Bharat Biotech disse que iniciou procedimentos junto \u00e0 Anvisa para &#8220;submiss\u00e3o cont\u00ednua&#8221; dos resultados da vacina. Por este caminho, a farmac\u00eautica deve apresentar os dados de suas pesquisas em etapas, mesmo antes de finalizar todos os estudos. A ideia \u00e9 acelerar o processo de registro na Anvisa. Outros quatro laborat\u00f3rios (AstraZeneca, Butant\u00e3, Janssen e Pfizer\/BioNtech) tamb\u00e9m adotaram este procedimento.<\/p>\n<p>A ABCVAC afirma que representa 70% do mercado brasileiro de cl\u00ednicas de vacina\u00e7\u00e3o, com 200 associadas. &#8220;Inicialmente a not\u00edcia era a de que as cl\u00ednicas privadas brasileiras n\u00e3o teriam doses dispon\u00edveis, por\u00e9m, com a entrada desse novo player no mercado, tivemos a oportunidade de negocia\u00e7\u00e3o&#8221;, afirmou Geraldo Barbosa, presidente da entidade, em nota.<\/p>\n<p>A Covaxin pode ser armazenada sob temperatura de 2 a 8 graus, mesmo intervalo utilizado na rede de frios do SUS. &#8220;A previs\u00e3o \u00e9 a de que seja lan\u00e7ada no mercado em fevereiro de 2021, e a proje\u00e7\u00e3o \u00e9 a de que sua validade contra a covid-19 seja de 24 meses&#8221;, afirmou a associa\u00e7\u00e3o das cl\u00ednicas privadas.<\/p>\n<p>O caminho para aprova\u00e7\u00e3o do registro ou uso emergencial da Bharat Biotech exige uma s\u00e9rie de an\u00e1lises da Anvisa. A ag\u00eancia pode pedir, por exemplo, certifica\u00e7\u00f5es adicionais &#8211; com inspe\u00e7\u00e3o in loco &#8211; em f\u00e1bricas que forne\u00e7am ingredientes das vacinas, al\u00e9m de comprova\u00e7\u00e3o de que os dados de efic\u00e1cia seriam tamb\u00e9m observados na popula\u00e7\u00e3o brasileira. A Anvisa tem prazo de 60 dias para avaliar pedidos de registro de vacinas. O uso emergencial e tempor\u00e1rio deve ser liberado ou n\u00e3o em dez dias, estima a ag\u00eancia.<\/p>\n<p>A entidade brasileira afirma que o laborat\u00f3rio indiano tamb\u00e9m tem capacidade de atender o sistema p\u00fablico brasileiro. H\u00e1 um memorando de entendimento n\u00e3o vinculante assinado entre o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade e a farmac\u00eautica.<\/p>\n<p>A aposta do governo \u00e9 a vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford com a farmac\u00eautica AstraZeneca, que deve ser fabricada e distribu\u00edda no Brasil pela Fiocruz. Mas o governo Jair Bolsonaro assinou memorandos, que n\u00e3o obrigam a compra de doses, com a Pfizer\/BioNTech, Janssen, Instituto Butant\u00e3 (que produz a Coronavac, da chinesa Sinovac), Moderna e Instituto Gamaleya (que produz a Sputnik V). O minist\u00e9rio tem sido cobrado para fechar acordos com as fabricantes, mas afirma que esses neg\u00f3cios s\u00f3 ser\u00e3o concretizados depois que a Anvisa conceder registro aos imunizantes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Fonte: Terra<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; A Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Cl\u00ednicas de Vacinas (ABCVAC) informou neste domingo, 3, que o setor negocia a compra de cinco milh\u00f5es de doses da Covaxin, imunizante contra a covid-19 fabricado pela farmac\u00eautica indiana Bharat Biotech. 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