{"id":11870,"date":"2021-01-05T02:17:08","date_gmt":"2021-01-05T02:17:08","guid":{"rendered":"https:\/\/oparanews.com.br\/?p=11870"},"modified":"2021-01-05T02:17:08","modified_gmt":"2021-01-05T02:17:08","slug":"clinica-particular-deve-seguir-plano-do-governo-diz-saude","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.oparanews.com.br\/index.php\/2021\/01\/05\/clinica-particular-deve-seguir-plano-do-governo-diz-saude\/","title":{"rendered":"Cl\u00ednica particular deve seguir plano do governo, diz Sa\u00fade"},"content":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s cl\u00ednicas particulares abrirem negocia\u00e7\u00e3o com um laborat\u00f3rio indiano de vacinas, o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade informou que a rede privada tamb\u00e9m deve seguir a ordem de vacina\u00e7\u00e3o de grupos priorit\u00e1rios prevista no plano nacional de imuniza\u00e7\u00e3o. Desta forma, mesmo que possa vender o produto, as cl\u00ednicas dever\u00e3o oferecer primeiro a idosos e profissionais espec\u00edficos.<\/p>\n<p>&#8220;Os grupos priorit\u00e1rios, propostos pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade em parceria com Conass e Conasems, devem, a princ\u00edpio, ser obedecidos mesmo que haja integra\u00e7\u00e3o de cl\u00ednicas particulares de vacina\u00e7\u00e3o ao processo de imuniza\u00e7\u00e3o&#8221;, disse o minist\u00e9rio em nota.<\/p>\n<p>A declara\u00e7\u00e3o da pasta ocorre ap\u00f3s a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Cl\u00ednicas de Vacinas (ABCVAC) informar que o setor negocia a compra de cinco milh\u00f5es de doses da Covaxin, imunizante contra a covid-19 fabricado pela farmac\u00eautica indiana Bharat Biotech.<\/p>\n<p>A Covaxin obteve no s\u00e1bado, 2, recomenda\u00e7\u00e3o de uso emergencial na \u00cdndia, mas os dados sobre a sua efic\u00e1cia ainda s\u00e3o desconhecidos. A ABCVAC pretende enviar nesta semana uma delega\u00e7\u00e3o ao pa\u00eds para negociar a compra da vacina. A entidade espera que as doses cheguem ao Brasil em mar\u00e7o, mas este calend\u00e1rio depende de aprova\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa).<\/p>\n<p>Em nota, o minist\u00e9rio tamb\u00e9m afirma que a vacina\u00e7\u00e3o no Brasil come\u00e7ar\u00e1 pela rede p\u00fablica do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS). No cen\u00e1rio mais otimista, o governo federal quer come\u00e7ar a campanha em 20 de janeiro. A ideia \u00e9 vacinar no primeiro semestre de 2021 grupos priorit\u00e1rios, que somam 49,6 milh\u00f5es de pessoas, como profissionais de sa\u00fade e idosos. Essa etapa deve durar quatro meses. O restante da popula\u00e7\u00e3o, segundo o plano nacional de imuniza\u00e7\u00e3o, ser\u00e1 imunizado nos 12 meses seguintes.<\/p>\n<p>A Sa\u00fade ainda declara que as cl\u00ednicas ter\u00e3o de garantir o registro de dados sobre quais doses foram aplicadas na popula\u00e7\u00e3o. &#8220;\u00c9 preciso observar que o registro da aplica\u00e7\u00e3o do imunizante precisaria ser feito junto \u00e0 Rede Nacional de Dados de Sa\u00fade e \u00e0 caderneta digital de vacina\u00e7\u00e3o. Esta rastreabilidade possibilita identificar quem tomou a vacina e em qual data, al\u00e9m de precisar o laborat\u00f3rio e o lote do imunizante, possibilitando a aplica\u00e7\u00e3o de uma segunda dose no prazo correto&#8221;, diz o minist\u00e9rio.<\/p>\n<p>Para ser aplicada, a Covaxin deve ser registrada ou receber aval para uso emergencial no Brasil. A fabricante da vacina precisa pedir essas permiss\u00f5es \u00e0 Anvisa.<\/p>\n<p>Em nota, a Bharat Biotech disse que iniciou procedimentos junto \u00e0 Anvisa para &#8220;submiss\u00e3o cont\u00ednua&#8221; dos resultados. N\u00e3o h\u00e1 nada acertado ainda com a ag\u00eancia. Por este caminho, a empresa deve apresentar os dados das pesquisas em etapas, mesmo antes de finalizar todos os estudos.<\/p>\n<p>A Bharat Biotech precisa tamb\u00e9m trazer estudos cl\u00ednicos ao Brasil para usar a submiss\u00e3o cont\u00ednua, o que n\u00e3o foi ainda sinalizado para a Anvisa. S\u00f3 quatro laborat\u00f3rios (AstraZeneca, Butant\u00e3, Janssen e Pfizer\/BioNtech) aderiram a este modelo de entrega de documentos.<\/p>\n<p>&#8220;A vacina, administrada em duas doses com intervalo de duas semanas entre elas, induziu um anticorpo neutralizante, provocando uma resposta imune e levando a resultados eficazes em todos os grupos de controle, sem eventos adversos graves relacionados a` vacina. Na \u00faltima fase antes da libera\u00e7\u00e3o para uso emergencial, ela foi aplicada em 26 mil volunt\u00e1rios em 22 localidades da \u00cdndia&#8221;, afirma a ABCVAC. Os dados sobre os estudos finais da vacina ainda n\u00e3o foram publicados.<\/p>\n<p>A ABCVAC afirma que representa 70% do mercado brasileiro de cl\u00ednicas de vacina\u00e7\u00e3o, com 200 associadas. &#8220;Inicialmente a not\u00edcia era a de que as cl\u00ednicas privadas brasileiras n\u00e3o teriam doses dispon\u00edveis, por\u00e9m, com a entrada desse novo player no mercado, tivemos a oportunidade de negocia\u00e7\u00e3o&#8221;, afirmou Geraldo Barbosa, presidente da entidade, em nota.<\/p>\n<p>A Covaxin pode ser armazenada sob temperatura de 2 a 8 graus, mesmo intervalo utilizado na rede de frios do SUS. &#8220;A previs\u00e3o \u00e9 a de que seja lan\u00e7ada no mercado em fevereiro de 2021, e a proje\u00e7\u00e3o \u00e9 a de que sua validade contra a covid-19 seja de 24 meses&#8221;, afirmou a associa\u00e7\u00e3o das cl\u00ednicas privadas.<\/p>\n<p>O caminho para aprova\u00e7\u00e3o do registro ou uso emergencial da Bharat Biotech exige uma s\u00e9rie de an\u00e1lises da Anvisa. A ag\u00eancia pode pedir, por exemplo, certifica\u00e7\u00f5es adicionais &#8211; com inspe\u00e7\u00e3o in loco &#8211; em f\u00e1bricas que forne\u00e7am ingredientes das vacinas, al\u00e9m de comprova\u00e7\u00e3o de que os dados de efic\u00e1cia seriam tamb\u00e9m observados na popula\u00e7\u00e3o brasileira. A Anvisa tem prazo de 60 dias para avaliar pedidos de registro de vacinas. O uso emergencial e tempor\u00e1rio deve ser liberado ou n\u00e3o em dez dias, estima a ag\u00eancia.<\/p>\n<p>A entidade brasileira afirma que o laborat\u00f3rio indiano tamb\u00e9m tem capacidade de atender o sistema p\u00fablico brasileiro. H\u00e1 um memorando de entendimento n\u00e3o vinculante assinado entre o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade e a farmac\u00eautica.<\/p>\n<p>A aposta do governo \u00e9 a vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford com a farmac\u00eautica AstraZeneca, que deve ser fabricada e distribu\u00edda no Brasil pela Fiocruz. Mas o governo Jair Bolsonaro assinou memorandos, que n\u00e3o obrigam a compra de doses, com a Pfizer\/BioNTech, Janssen, Instituto Butant\u00e3 (que produz a Coronavac, da chinesa Sinovac), Moderna e Instituto Gamaleya (que produz a Sputnik V).<\/p>\n<p>O minist\u00e9rio tem sido cobrado para fechar acordos com as fabricantes, mas afirma que esses neg\u00f3cios s\u00f3 ser\u00e3o concretizados depois que a Anvisa conceder registro aos imunizantes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Fonte: Terra<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s cl\u00ednicas particulares abrirem negocia\u00e7\u00e3o com um laborat\u00f3rio indiano de vacinas, o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade informou que a rede privada tamb\u00e9m deve seguir a ordem de vacina\u00e7\u00e3o de grupos priorit\u00e1rios prevista no plano nacional de imuniza\u00e7\u00e3o. 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