{"id":13505,"date":"2021-03-05T11:28:59","date_gmt":"2021-03-05T11:28:59","guid":{"rendered":"https:\/\/oparanews.com.br\/?p=13505"},"modified":"2021-03-05T11:28:59","modified_gmt":"2021-03-05T11:28:59","slug":"pode-faltar-caixao-com-alta-de-enterros-e-falta-de-material","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.oparanews.com.br\/index.php\/2021\/03\/05\/pode-faltar-caixao-com-alta-de-enterros-e-falta-de-material\/","title":{"rendered":"Pode faltar caix\u00e3o com alta de enterros e falta de material"},"content":{"rendered":"<p>A m\u00e9dia de enterros e crema\u00e7\u00f5es nos cemit\u00e9rios da cidade de S\u00e3o Paulo na \u00faltima semana, de 221 por dia, cresceu 11% na compara\u00e7\u00e3o com os da semana de 11 a 17 de fevereiro (196), segundo o Servi\u00e7o Funer\u00e1rio. Representantes do setor funer\u00e1rio dizem que n\u00e3o veem uma explos\u00e3o de \u00f3bitos na capital paulista, mas apontam que h\u00e1 redes em outros munic\u00edpios &#8220;perto do colapso&#8221; diante da crescente demanda. Al\u00e9m disso, a entidade que representa empresas funer\u00e1rias afirma que h\u00e1 risco de faltarem caix\u00f5es, por causa da alta de sepultamentos e da falta de mat\u00e9ria-prima, como MDA e a\u00e7o.<\/p>\n<p>A Prefeitura diz que os n\u00fameros est\u00e3o na m\u00e9dia: entre 240 no ver\u00e3o e 300 no inverno. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 semana de 18 a 24 de fevereiro, tamb\u00e9m houve alta, de 9,5%, (m\u00e9dia di\u00e1ria de 200). O Complexo da Vila Formosa, zona norte, foi o cemit\u00e9rio p\u00fablico que mais realizou sepultamentos na cidade, seguido do S\u00e3o Luiz, Vila Nova Cachoeirinha, Dom Bosco e S\u00e3o Pedro. Os cinco registraram, juntos, uma m\u00e9dia de 91 sepultamentos di\u00e1rios nos meses de janeiro e fevereiro. O Brasil tem batido recordes di\u00e1rios de mortes pela covid-19, com m\u00e9dia de 1.361 v\u00edtimas.<\/p>\n<p>A gest\u00e3o Bruno Covas (PSDB) afirma ainda ter contratado mais 30 sepultadores. &#8220;A contrata\u00e7\u00e3o de novos terceirizados se fez necess\u00e1ria considerando o afastamento dos servidores que s\u00e3o parte do grupo de risco&#8221;, afirma a administra\u00e7\u00e3o municipal. Tamb\u00e9m houve acr\u00e9scimo de dez ve\u00edculos na frota.<\/p>\n<p>Nesta quarta-feira, 3, a Associa\u00e7\u00e3o dos Fabricantes de Urnas do Brasil (Afub), disse, em comunicado ao setor, ver cen\u00e1rio &#8220;extremamente&#8221; cr\u00edtico, &#8220;bem pior do que o ano passado&#8221; e avalia que pode haver desabastecimento nacional de caix\u00f5es. &#8220;As mat\u00e9rias primas oriundas de commodities, s\u00e3o hoje tratadas como &#8220;joias raras&#8221;, e a especula\u00e7\u00e3o continua fazendo com que tenhamos aumentos sucessivos e sem garantia de fornecimento, principalmente quando falamos de a\u00e7o, madeira, MDF e produtos qu\u00edmicos. Estes, sendo os mais representativos dentro da composi\u00e7\u00e3o de uma urna, vem sofrendo reajustes massivos e o seu abastecimento \u00e9 incerto, fazendo inclusive que algumas empresas recorram ao varejo, onde o custo \u00e9 muito maior&#8221;, diz o texto.<\/p>\n<p><strong>Custos para produzir urnas funer\u00e1rias aumentou, diz associa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Presidente da Associa\u00e7\u00e3o de Empresas e Diretores do Setor Funer\u00e1rio (Abredif), Lourival Panhozzi diz que a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 preocupante &#8220;como em nenhum outro momento estivemos na pandemia&#8221; e que o setor funer\u00e1rio, em algumas localidades, &#8220;est\u00e3o pr\u00f3ximo de um limite&#8221;. De acordo com ele, o setor funer\u00e1rio est\u00e1 sentindo &#8220;aumento real no n\u00famero de \u00f3bitos absolutos&#8221;, ou seja, a soma de todas as mortes somadas, n\u00e3o apenas pela covid-19.<\/p>\n<p>Ele diz que as funer\u00e1rias, em regra, s\u00e3o estruturadas para atender at\u00e9 tr\u00eas vezes a demanda m\u00e9dia mensal, &#8220;pois n\u00e3o podem atender apenas a m\u00e9dia di\u00e1ria do local em que se localiza, h\u00e1 dias com menos e h\u00e1 dias com mais mortes. N\u00e3o \u00e9 de forma igualit\u00e1ria, por isso temos capacidade de remanejar e de estruturar o atendimento que est\u00e1 suportando.&#8221; Mas Panhozi ressalta que isso vale para per\u00edodos de atendimento comum, n\u00e3o para a demanda que est\u00e1 havendo agora por causa da pandemia.<\/p>\n<p>&#8220;Minha preocupa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 a capacidade das ind\u00fastrias de produzirem urnas suficientes, o que j\u00e1 foi uma preocupa\u00e7\u00e3o anteriormente. Um problema grave \u00e9 que est\u00e1 faltando mat\u00e9ria-prima para as ind\u00fastrias produzirem. Est\u00e3o tendo dificuldade em encontrar material at\u00e9 para fazer urnas&#8221;, relata Panhozi.<\/p>\n<p>Segundo ele, quase a totalidade das ind\u00fastrias j\u00e1 n\u00e3o est\u00e3o conseguindo produzir todos os modelos do cat\u00e1logo. &#8220;Isso sem contar que houve aumento expressivo nos custos dessas ind\u00fastrias para a produ\u00e7\u00e3o, que repassam ao setor funer\u00e1rio, que por sua vez, n\u00e3o conseguem repassar para a sociedade, j\u00e1 que o servi\u00e7o funer\u00e1rio \u00e9 regido por contratos, onde os valores e reajustes s\u00e3o regulamentados&#8221;, afirma o presidente da associa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Segundo Panhozzi, h\u00e1 v\u00e1rias cidades com crescimento muito alto, como Ja\u00fa e Bauru, mas a demanda \u00e9 vol\u00e1til. &#8220;E gra\u00e7as a essa volatilidade estamos tendo f\u00f4lego, pois h\u00e1 colabora\u00e7\u00e3o na rede entre os fabricantes e dos funer\u00e1rios para a distribui\u00e7\u00e3o de urnas nos locais que mais t\u00eam demanda. Agora, se esse quadro for agravado e houver demanda elevada em todas as cidades, a\u00ed n\u00e3o tem vai ter jeito, vai ficar muito ruim.&#8221;<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 covid-19, as cidades que mais tiveram crescimento de mortes nos \u00faltimos setes dias no Estado de S\u00e3o Paulo, conforme a ferramenta SP-Covid-19 Info Tracker, plataforma criada por pesquisadores da USP e da Unesp foram: Dracena 21,88%, Araraquara, 16,67% e Cajamar, 15,58%.<\/p>\n<p>A coopera\u00e7\u00e3o entre a rede de funer\u00e1rias ajuda a suportar a alta demanda, por\u00e9m refor\u00e7a a preocupa\u00e7\u00e3o com a falta de mat\u00e9ria-prima informada pelos fabricantes de caix\u00f5es. &#8220;Esses n\u00fameros est\u00e3o pr\u00f3ximo de um limite, e n\u00f3s ainda n\u00e3o o alcan\u00e7amos porque temos uma estrutura, um estoque, em regra o setor est\u00e1 conseguindo ainda operar, mas a escassez de material que come\u00e7a a ocorrer no nosso segmento nos preocupa, porque de nada adianta a gente ter capacidade de atender e as f\u00e1bricas terem capacidade de produzir se elas n\u00e3o encontram mat\u00e9ria-prima.&#8221;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Fonte: Terra<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A m\u00e9dia de enterros e crema\u00e7\u00f5es nos cemit\u00e9rios da cidade de S\u00e3o Paulo na \u00faltima semana, de 221 por dia, cresceu 11% na compara\u00e7\u00e3o com os da semana de 11 a 17 de fevereiro (196), segundo o Servi\u00e7o Funer\u00e1rio. 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