{"id":15188,"date":"2021-04-29T18:54:49","date_gmt":"2021-04-29T18:54:49","guid":{"rendered":"https:\/\/oparanews.com.br\/?p=15188"},"modified":"2021-04-29T18:54:49","modified_gmt":"2021-04-29T18:54:49","slug":"brasil-chega-a-400-mil-mortos-por-covid-19","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.oparanews.com.br\/index.php\/2021\/04\/29\/brasil-chega-a-400-mil-mortos-por-covid-19\/","title":{"rendered":"Brasil chega a 400 mil mortos por covid-19"},"content":{"rendered":"<p>O Brasil ultrapassou hoje a marca de 400 mil mortos pela covid-19 com um patamar ainda alto de \u00f3bitos di\u00e1rios e \u00edndices de mobilidade crescentes, o que, para especialistas, aumenta o risco de o Pa\u00eds ter uma terceira onda da pandemia antes de atingir a imunidade de rebanho pela vacina\u00e7\u00e3o. Com o registro de 1.678 novos registros de \u00f3bitos desde ontem at\u00e9 as 13 horas desta quinta-feira (29), o Pa\u00eds j\u00e1 acumula 400.021 v\u00edtimas pela doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Para cientistas especializados em epidemiologia e virologia ouvidos pelo Estad\u00e3o, a reabertura precipitada das atividades econ\u00f4micas antes de uma queda sustentada de casos, interna\u00e7\u00f5es e mortes favorece que as taxas de transmiss\u00e3o voltem a crescer, com risco maior do surgimento de novas variantes de preocupa\u00e7\u00e3o. Com isso, o intervalo entre a segunda e uma eventual terceira onda seria menor do que o observado entre o primeiro e o segundo picos.<\/p>\n<p>&#8220;Nos n\u00edveis em que o v\u00edrus circula hoje, esse per\u00edodo entre picos pode ser abreviado, sim. J\u00e1 vimos esse efeito em algumas localidades na virada do ano. A circula\u00e7\u00e3o em n\u00edveis altos favorece isso&#8221;, diz o virologista Fernando Spilki, coordenador da Rede Corona\u00f4mica, for\u00e7a-tarefa de laborat\u00f3rios que faz o monitoramento gen\u00e9tico de novas cepas.<\/p>\n<p>Em 2020, o n\u00famero de casos e mortes come\u00e7ou a cair entre julho e agosto para ter novo aumento a partir de novembro. O surgimento de uma nova cepa do v\u00edrus (P.1) em Manaus colapsou o sistema amazonense em janeiro e provocou a mesma cat\u00e1strofe em quase todos os Estados do Pa\u00eds entre fevereiro e mar\u00e7o. Os \u00faltimos dois meses foram os piores da pandemia at\u00e9 aqui. No ano passado, o Pa\u00eds demorou quase cinco meses para atingir os primeiros 100 mil mortos, outros cinco meses para chegar aos 200 mil e dois meses e meio para alcan\u00e7ar as 300 mil v\u00edtimas. A triste marca dos 400 mil \u00f3bitos veio apenas 36 dias depois.<\/p>\n<p>E os dados dos \u00faltimos dias indicam que a queda das interna\u00e7\u00f5es e mortes iniciada h\u00e1 tr\u00eas semanas j\u00e1 estagnou. O mais prov\u00e1vel agora \u00e9 que os \u00edndices se estabilizem em n\u00edveis elevados, com 2 mil a 3 mil mortes di\u00e1rias, ou voltem a crescer, projeta o estat\u00edstico e pesquisador em sa\u00fade p\u00fablica da Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz) Leonardo Bastos.<\/p>\n<p>&#8220;Agora era a hora de segurar mais, fazer uma reabertura mais lenta e planejada. Esse aumento de mobilidade e contato entre as pessoas pode levar a uma manuten\u00e7\u00e3o do n\u00famero de hospitaliza\u00e7\u00f5es em um patamar super alto, o que \u00e9 p\u00e9ssimo, porque sobrecarrega o sistema de sa\u00fade. Do jeito que est\u00e1, a quest\u00e3o n\u00e3o \u00e9 se vai acontecer uma nova onda, mas quando&#8221;, diz o especialista.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Fonte: Terra<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil ultrapassou hoje a marca de 400 mil mortos pela covid-19 com um patamar ainda alto de \u00f3bitos di\u00e1rios e \u00edndices de mobilidade crescentes, o que, para especialistas, aumenta o risco de o Pa\u00eds ter uma terceira onda da pandemia antes de atingir a imunidade de rebanho pela vacina\u00e7\u00e3o. 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