{"id":18793,"date":"2021-09-04T23:44:13","date_gmt":"2021-09-04T23:44:13","guid":{"rendered":"https:\/\/oparanews.com.br\/?p=18793"},"modified":"2021-09-04T23:44:13","modified_gmt":"2021-09-04T23:44:13","slug":"pandemia-em-alagoas-esta-sob-controle-aponta-pesquisador-da-ufal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.oparanews.com.br\/index.php\/2021\/09\/04\/pandemia-em-alagoas-esta-sob-controle-aponta-pesquisador-da-ufal\/","title":{"rendered":"Pandemia em Alagoas est\u00e1 sob controle, aponta pesquisador da Ufal"},"content":{"rendered":"<p>Em entrevista \u00e0 Gazeta de Alagoas, o pesquisador Esdras Andrade analisa a evolu\u00e7\u00e3o da Covid-19 nos munic\u00edpios e considera que a pandemia est\u00e1 sob controle em Alagoas. H\u00e1 quase um ano e meio (no dia 8 de mar\u00e7o) foi confirmado o primeiro de caso de infec\u00e7\u00e3o pelo novo coronav\u00edrus e desde ent\u00e3o o estado viveu duas ondas de crescimento da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>A primeira onda teve in\u00edcio a partir do primeiro caso registrado em mar\u00e7o de 2020 e se estendeu at\u00e9 agosto, com o auge no m\u00eas de junho e durou cerca de seis meses. A segunda, perdurou por um pouco mais de tempo, aproximadamente 7 meses, e seguiu de dezembro de 2020 at\u00e9 junho de 2021, sendo este \u00faltimo m\u00eas o \u00e1pice da segunda onda.<\/p>\n<p>\u201cAo observar o indicador de n\u00edveis de criticidade dos munic\u00edpios, que considera a frequ\u00eancia com que estes se apresentam em status de crescimento dos casos da doen\u00e7a nas \u00faltimas oito semanas, pode-se inferir que a pandemia est\u00e1 sob controle. Neste intervalo de tempo, observou-se que 97 dos 102 dos munic\u00edpios est\u00e3o situados entre os n\u00edveis de baix\u00edssima, muito baixa, baixa e moderadamente baixa criticidade, o que corresponde a 95% destas unidades territoriais registraram crescimento em at\u00e9 tr\u00eas das \u00faltimas oito semanas\u201d.<\/p>\n<p>A avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 de Esdras Andrade, do grupo de trabalho sobre a Covid-19 do Instituto de Geografia, Desenvolvimento e Meio Ambiente (Igdema) da Ufal. Esdras refor\u00e7a que h\u00e1 pelo menos sete semanas n\u00e3o se observam mais os n\u00edveis com maiores intensidades de criticidade.<\/p>\n<p>\u201cEm uma an\u00e1lise sob a \u00f3tica das mesorregi\u00f5es do Estado, \u00e9 poss\u00edvel constatar que o Agreste e o Sert\u00e3o alagoanos apresentam uma suave despropor\u00e7\u00e3o na quantidade de munic\u00edpios que se enquadram nas classes de menores criticidades, com cerca de 90%; enquanto que a mesorregi\u00e3o do Leste o \u00edndice \u00e9 de 97%\u201d, acrescenta. \u201cCinco meses corresponderam a per\u00edodos onde houve queda acentuada nos n\u00fameros e uma certa estabilidade moment\u00e2nea, principalmente entre outubro e novembro de 2020. Desde o in\u00edcio da pandemia no Estado, foram contabilizados at\u00e9 o \u00faltimo dia do m\u00eas de agosto 235.774 casos da doen\u00e7a e 6.072 \u00f3bitos em decorr\u00eancia dela. Se os n\u00fameros registrados fossem constantes, resultaria em uma m\u00e9dia de 437 casos e 11 mortes por dia\u201d, explica Esdras Andrade.<\/p>\n<p>Para entender a din\u00e2mica espacial desses n\u00fameros, segundo o pesquisador, \u00e9 preciso voltar no tempo e observar como o v\u00edrus se expandiu por todo o territ\u00f3rio alagoano. Esse processo come\u00e7ou no dia 8 de mar\u00e7o de 2020 na capital, em Macei\u00f3, e levou 70 dias para alcan\u00e7ar 101 dos 102 munic\u00edpios. Esdras refor\u00e7a que, para abranger todos os 102 munic\u00edpios, foram necess\u00e1rios 97 dias e que a dispers\u00e3o da doen\u00e7a foi dividida em tr\u00eas momentos bem definidos, cobrindo os limites das tr\u00eas mesorregi\u00f5es administrativas do Estado (Leste, Agreste e Sert\u00e3o Alagoanos), segundo divis\u00e3o do IBGE.<\/p>\n<p>\u201cA isso, estavam associadas tr\u00eas importantes condi\u00e7\u00f5es de dissemina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a: as atividades econ\u00f4micas, a demografia e a conectividade intermunicipal, nesta ordem de relev\u00e2ncia. A partir disso, o primeiro est\u00e1gio de dissemina\u00e7\u00e3o levou aproximadamente 45 dias e abrangeu a quase totalidade dos munic\u00edpios integrantes da macrorregi\u00e3o do leste alagoano (Zona da Mata), sendo esta a regi\u00e3o mais desenvolvida economicamente e que concentra cerca de \u2154 da popula\u00e7\u00e3o do Estado, na qual est\u00e1 situada a capital, Macei\u00f3\u201d, recorda Esdras.<\/p>\n<p>De acordo com o pesquisador, o segundo momento durou, em m\u00e9dia, mais 15 dias, e se estendeu predominantemente pela regi\u00e3o do Agreste. Em mais 10 dias, os munic\u00edpios do Sert\u00e3o alagoano praticamente encerraram o processo de interioriza\u00e7\u00e3o, embora tivessem casos registrados em alguns dos seus munic\u00edpios no per\u00edodo anterior.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>por Regina Carvalho &#8211; Gazetaweb<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em entrevista \u00e0 Gazeta de Alagoas, o pesquisador Esdras Andrade analisa a evolu\u00e7\u00e3o da Covid-19 nos munic\u00edpios e considera que a pandemia est\u00e1 sob controle em Alagoas. 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