{"id":19321,"date":"2021-09-29T12:23:43","date_gmt":"2021-09-29T12:23:43","guid":{"rendered":"https:\/\/oparanews.com.br\/?p=19321"},"modified":"2021-09-29T12:23:43","modified_gmt":"2021-09-29T12:23:43","slug":"como-reduzir-riscos-de-covid-no-dia-a-dia-apos-2a-dose","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.oparanews.com.br\/index.php\/2021\/09\/29\/como-reduzir-riscos-de-covid-no-dia-a-dia-apos-2a-dose\/","title":{"rendered":"Como reduzir riscos de Covid no dia a dia ap\u00f3s 2\u00aa dose"},"content":{"rendered":"<p>Nas \u00faltimas semanas, prefeitos e governadores de v\u00e1rias partes do Brasil anunciaram um relaxamento das medidas de conten\u00e7\u00e3o da pandemia, que mantinham muitos espa\u00e7os de conviv\u00eancia, como shoppings, restaurantes e est\u00e1dios de futebol, fechados ou com hor\u00e1rios e taxas de ocupa\u00e7\u00e3o mais restritos.<\/p>\n<p>O al\u00edvio tem a ver com tr\u00eas fatores principais. O primeiro deles \u00e9 a redu\u00e7\u00e3o significativa na m\u00e9dia m\u00f3vel de casos e mortes por Covid-19: no m\u00eas de setembro, foram registrados os n\u00fameros mais baixos desde o in\u00edcio de 2021.<\/p>\n<p>O segundo ponto tem a ver com o avan\u00e7o da vacina\u00e7\u00e3o. At\u00e9 o momento, 71% dos brasileiros j\u00e1 tomaram a primeira dose e 41% est\u00e3o com o esquema de prote\u00e7\u00e3o completo. Embora se saiba que os imunizantes n\u00e3o sejam 100% efetivos para evitar a infec\u00e7\u00e3o pelo coronav\u00edrus, eles previnem de forma significativa o agravamento da doen\u00e7a, que exige interna\u00e7\u00e3o, intuba\u00e7\u00e3o e pode levar \u00e0 morte.<\/p>\n<p>Em terceiro lugar, n\u00e3o d\u00e1 para ignorar o cansa\u00e7o acumulado ao longo dos \u00faltimos meses. Estamos na pandemia h\u00e1 um ano e meio e \u00e9 complicado pensar que todo mundo continuaria em isolamento completo por todo esse tempo.<\/p>\n<p>&#8220;A pandemia n\u00e3o acabou, mas as pessoas n\u00e3o querem mais se restringir com a mesma intensidade de antes&#8221;, constata a m\u00e9dica Sylvia Lemos Hinrichsen, consultora de biosseguran\u00e7a da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI).<\/p>\n<p>&#8220;Existe um limite de quanto conseguimos priorizar apenas o aspecto m\u00e9dico. Todos estamos cansados e h\u00e1 uma necessidade de retomar as atividades econ\u00f4micas&#8221;, admite o infectologista Renato Grinbaum, que tamb\u00e9m integra a SBI.<\/p>\n<p>&#8220;E \u00e9 perfeitamente poss\u00edvel pensar numa reabertura se tomarmos certos cuidados&#8221;, completa o m\u00e9dico.<\/p>\n<p>Que fique claro: as boas not\u00edcias recentes n\u00e3o significam uma libera\u00e7\u00e3o geral. Mas elas permitem, sim, fazer algumas coisas com um pouquinho de mais liberdade, dizem os especialistas.<\/p>\n<p>Mas como fazer isso na pr\u00e1tica? Quais s\u00e3o as recomenda\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas para retomar um pouco da rotina e minimizar o perigo de pegar a Covid-19? Especialistas ouvidos pela BBC News Brasil levantam dicas pr\u00e1ticas para manejar o risco e evitar que os n\u00fameros da pandemia voltem a subir.<\/p>\n<p>Os pilares de uma retomada segura<\/p>\n<p>O f\u00edsico Vitor Mori, que faz pesquisas sobre engenharia biom\u00e9dica na Universidade de Vermont, nos Estados Unidos, acredita que a discuss\u00e3o sobre o manejo de risco da Covid-19 ficou muito prejudicada no Brasil por causa da polariza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica.<\/p>\n<p>&#8220;Durante muito tempo, t\u00ednhamos um lado que dizia ser necess\u00e1rio reabrir tudo sem restri\u00e7\u00f5es. Outra parcela, por sua vez, reagiu a esse comportamento e foi para um caminho mais proibicionista. Era tudo oito ou 80&#8221;, diz o especialista, que tamb\u00e9m faz parte do Observat\u00f3rio Covid-19 BR.<\/p>\n<p>&#8220;Isso prejudicou muito o debate sobre redu\u00e7\u00e3o de danos e a cria\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas que deveriam ter como base a autonomia do indiv\u00edduo. Temos que entender que as pessoas s\u00e3o suficientemente inteligentes e capazes de fazer escolhas conscientes se tiverem boas informa\u00e7\u00f5es&#8221;, completa.<\/p>\n<p>Numa entrevista recente \u00e0 BBC News Brasil, o infectologista Ricardo Palacios, ex-diretor de pesquisa cl\u00ednica do Instituto Butantan, seguiu essa mesma linha de racioc\u00ednio.<\/p>\n<p>&#8220;Precisamos come\u00e7ar a explicar para as pessoas sobre o manejo de risco. Um exemplo: voc\u00ea quer passar o Natal com familiares e amigos. Como planejar esse evento para que ele n\u00e3o acabe disseminando a Covid-19 para pessoas vulner\u00e1veis, que v\u00e3o acabar internadas?&#8221;, questiona o especialista.<\/p>\n<p>Do ponto de vista pr\u00e1tico, existem algumas premissas b\u00e1sicas a serem seguidas antes de pensar em retomar algumas atividades sociais.<\/p>\n<p>O primeiro passo \u00e9 aguardar 14 dias ap\u00f3s completar a vacina\u00e7\u00e3o, seja com as duas doses ou com o imunizante da Janssen, de dose \u00fanica. Esse \u00e9 o tempo necess\u00e1rio para que o sistema imune crie uma resposta.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 importante que todo mundo participe da campanha de imuniza\u00e7\u00e3o e tome as duas doses&#8221;, refor\u00e7a Hinrichsen.<\/p>\n<p>Segundo, n\u00e3o d\u00e1 para abdicar das m\u00e1scaras na maioria das situa\u00e7\u00f5es. Dependendo da ocasi\u00e3o, \u00e9 importante usar modelos profissionais (como a PFF2) e checar se o equipamento est\u00e1 vedando bem as ma\u00e7\u00e3s do rosto, a regi\u00e3o do nariz, as bochechas e o queixo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Fonte: G1<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nas \u00faltimas semanas, prefeitos e governadores de v\u00e1rias partes do Brasil anunciaram um relaxamento das medidas de conten\u00e7\u00e3o da pandemia, que mantinham muitos espa\u00e7os de conviv\u00eancia, como shoppings, restaurantes e est\u00e1dios de futebol, fechados ou com hor\u00e1rios e taxas de ocupa\u00e7\u00e3o mais restritos. O al\u00edvio tem a ver com tr\u00eas fatores principais. 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