{"id":20724,"date":"2021-12-14T11:41:37","date_gmt":"2021-12-14T11:41:37","guid":{"rendered":"https:\/\/oparanews.com.br\/?p=20724"},"modified":"2021-12-14T11:41:37","modified_gmt":"2021-12-14T11:41:37","slug":"duas-doses-podem-reduzir-risco-de-morte-em-83-diz-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.oparanews.com.br\/index.php\/2021\/12\/14\/duas-doses-podem-reduzir-risco-de-morte-em-83-diz-estudo\/","title":{"rendered":"Duas doses podem reduzir risco de morte em 83%, diz estudo"},"content":{"rendered":"<p>Uma an\u00e1lise feita a partir de modelos criados pela Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres (LSHTM) publicada no \u00faltimo s\u00e1bado (12\/12) mostra que duas doses da vacina da Pfizer contra a Covid-19 forneceriam 83,7% de prote\u00e7\u00e3o contra hospitaliza\u00e7\u00e3o e morte do paciente infectado pela variante \u00d4micron do coronav\u00edrus. J\u00e1 para a AstraZeneca, a previs\u00e3o \u00e9 que a redu\u00e7\u00e3o do risco de doen\u00e7a grave seria de 77,1%.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, cientistas calcularam um aumento na imunidade contra hospitaliza\u00e7\u00e3o e morte em mais de 93% com a dose de refor\u00e7o da Pfizer. As estimativas foram baseadas em estudos de anticorpos neutralizantes que testam a \u00d4micron contra o sangue de pessoas vacinadas.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, os resultados apontam para uma diminui\u00e7\u00e3o, dentro de um intervalo de tr\u00eas a seis meses, de 61,3% na efic\u00e1cia geral da AstraZeneca e de 67,6% no caso da Pfizer. A pesquisa indicou ainda que, ap\u00f3s seis meses, a prote\u00e7\u00e3o da AstraZeneca contra os sintomas da variante \u00d4micron cai para apenas 36,1%. Com a Pfizer, o n\u00famero fica em 46,7%.<\/p>\n<p>Os dados mostram que, apesar de o ciclo vacinal tradicional dos imunizantes n\u00e3o proteger bem contra as manifesta\u00e7\u00f5es sintom\u00e1ticas da infec\u00e7\u00e3o, o paciente tem menos chance de desenvolver caso grave e morte.<\/p>\n<p><strong>Cen\u00e1rio otimista<\/strong><\/p>\n<p>Em entrevista ao MailOnline, o especialista em doen\u00e7as infecciosas da Universidade de East Anglia, Paul Hunter, reagiu com otimismo \u00e0s estimativas dos pesquisadores e disse acreditar que as duas doses dos imunizantes podem proteger mais do que as proje\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Segundo o professor, dados hospitalares da \u00d4micron na \u00c1frica do Sul sugerem que as c\u00e9lulas T, que s\u00e3o mais dif\u00edceis de medir, est\u00e3o desempenhando um papel crucial na imunidade.<\/p>\n<p>\u201cAssim como os anticorpos, temos c\u00e9lulas T, e h\u00e1 algumas evid\u00eancias de que a imunidade delas \u00e9 mais bem conservada entre as variantes antigas e a \u00d4micron do que os anticorpos\u201d, explica. \u201cO grande problema aqui \u00e9 que todos os resultados s\u00e3o estimativas baseadas em anticorpos neutralizantes e, embora isso provavelmente seja preciso para infec\u00e7\u00f5es e doen\u00e7as sintom\u00e1ticas, \u00e9 um pouco diferente quando se olha para doen\u00e7as graves\u201d, completa Hunter. Ele diz ainda que h\u00e1 raz\u00f5es para acreditar que as vacinas sejam mais eficientes contra hospitaliza\u00e7\u00e3o e morte do que indicado at\u00e9 o momento.<\/p>\n<p>J\u00e1 o microbiologista da Reading University, Simon Clarke, alerta que a diminui\u00e7\u00e3o da efic\u00e1cia \u00e9 preocupante. \u201cNingu\u00e9m esperava que a \u00d4micron acabasse com a efic\u00e1cia da vacina. Apenas uma queda era esperada \u2013 o que por si s\u00f3 pode causar danos suficientes\u201d, lamenta.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Fonte: Metr\u00f3poles<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma an\u00e1lise feita a partir de modelos criados pela Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres (LSHTM) publicada no \u00faltimo s\u00e1bado (12\/12) mostra que duas doses da vacina da Pfizer contra a Covid-19 forneceriam 83,7% de prote\u00e7\u00e3o contra hospitaliza\u00e7\u00e3o e morte do paciente infectado pela variante \u00d4micron do coronav\u00edrus. 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