{"id":22071,"date":"2022-03-08T13:00:08","date_gmt":"2022-03-08T16:00:08","guid":{"rendered":"https:\/\/oparanews.com.br\/?p=22071"},"modified":"2022-03-08T13:00:08","modified_gmt":"2022-03-08T16:00:08","slug":"preco-da-gasolina-chega-a-quase-r-8-na-bahia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.oparanews.com.br\/index.php\/2022\/03\/08\/preco-da-gasolina-chega-a-quase-r-8-na-bahia\/","title":{"rendered":"Pre\u00e7o da gasolina chega a quase R$ 8 na Bahia"},"content":{"rendered":"<p>Enquanto a Petrobras segura os pre\u00e7os da gasolina e do diesel em meio \u00e0 disparada da cota\u00e7\u00e3o internacional do petr\u00f3leo, o consumidor da Bahia \u00e9 o primeiro no pa\u00eds a sentir no bolso os impactos da guerra da Ucr\u00e2nia sobre os combust\u00edveis.<\/p>\n<p>O estado \u00e9 abastecido pela primeira grande refinaria privatizada do pa\u00eds, a Refinaria de Mataripe, que neste s\u00e1bado (5) reajustou seus pre\u00e7os para acompanhar a alta do petr\u00f3leo, que \u00e9 negociado nesta segunda (7) em valores pr\u00f3ximos ao recorde estabelecido em 2008.<\/p>\n<p>O pre\u00e7o do \u00f3leo diesel vendido pela refinaria subiu at\u00e9 25%, dependendo do local de entrega. J\u00e1 o pre\u00e7o da gasolina teve alta de at\u00e9 19%, tamb\u00e9m variando de acordo com o local de entrega.<\/p>\n<p>Tanto na capital baiana quanto na regi\u00e3o metropolitana de Salvador, os consumidores foram pegos de surpresa com o aumento, que gerou reclama\u00e7\u00f5es at\u00e9 mesmo do sindicato dos donos de postos.<\/p>\n<p>A reportagem percorreu cinco postos em Salvador e Lauro de Freitas, cidade onde a tabela da gasolina comum variava de R$ 7,89 a R$ 7,99. J\u00e1 a gasolina aditivada apresentava oscila\u00e7\u00e3o de R$ 8,09 a R$ 8,29.Morador de Lauro de Freitas, na regi\u00e3o metropolitana de Salvador, o rela\u00e7\u00f5es p\u00fablicas Davi Matos, 38, se disse surpreendido pelo reajuste da gasolina comum, cujo litro custava, em m\u00e9dia R$ 6,99, at\u00e9 sexta-feira (4).<\/p>\n<p>&#8220;Do jeito que as coisas est\u00e3o, com a infla\u00e7\u00e3o puxada pela alta dos combust\u00edveis, fica dif\u00edcil andar de carro, que \u00e9 uma necessidade&#8221;, reclamou.<\/p>\n<p>A opera\u00e7\u00e3o da Refinaria de Mataripe, que \u00e9 a segunda maior do pa\u00eds, foi transferida em dezembro \u00e0 Acelen, empresa do fundo \u00e1rabe Mubadala que comprou o ativo da Petrobras por US$ 1,65 bilh\u00e3o (R$ 8,3 bilh\u00f5es pela cota\u00e7\u00e3o atual).<\/p>\n<p>Em comunicado publicado em seu site, a empresa diz que &#8220;os pre\u00e7os dos produtos produzidos pela Refinaria de Mataripe seguem crit\u00e9rios de mercado que levam em considera\u00e7\u00e3o vari\u00e1veis como custo do petr\u00f3leo, que \u00e9 adquirido a pre\u00e7os internacionais, d\u00f3lar e frete&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Nos \u00faltimos dez dias, com o agravamento da crise gerada pelo conflito entre R\u00fassia e Ucr\u00e2nia, o pre\u00e7o internacional do barril de petr\u00f3leo disparou, superando os US$ 115 por barril, o que gerou impacto direto nos custos de produ\u00e7\u00e3o&#8221;, continua.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s os reajustes, os pre\u00e7os da gasolina e do diesel vendidos no ponto de entrega mais pr\u00f3ximo da Refinaria de Mataripe, em S\u00e3o Francisco do Conde (BA), est\u00e1 23% acima do valor mais caro cobrado pela Petrobras para entrega em uma de suas refinarias, em Betim (MG).<\/p>\n<p>No ano, a Acelen j\u00e1 promoveu quatro reajustes nos pre\u00e7os da gasolina e do diesel, contra apenas um da Petrobras. O cen\u00e1rio vem sendo usado por sindicatos e oposi\u00e7\u00e3o como argumento contra a venda de refinarias da estatal.<\/p>\n<p>O Sindicato do Com\u00e9rcio de Combust\u00edveis da Bahia acusa a Acelen de n\u00e3o praticar o congelamento do ICMS determinado pelo estado.<\/p>\n<p>Segundo calculou a entidade, a gasolina A subiu R$ 0,6226 e o ICMS aumentou R$ 0,2921; o diesel S10 oscilou R$ 0,8720 e o ICMS do biodiesel S10, R$ 0,2366; j\u00e1 o diesel S500 subiu R$ 0,9186 ante R$ 0,2454 de ICMS do biodiesel S500.<\/p>\n<p>Por causa dos reajustes, na sexta, o sindicato entrou com uma representa\u00e7\u00e3o contra a Acelen no Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econ\u00f4mica), alegando abuso de poder econ\u00f4mico.<\/p>\n<p>&#8220;A Acelen vem praticando, na Bahia, pre\u00e7os substancialmente maiores do que os que ela pr\u00f3pria pratica para venda a outros estados, como Alagoas, Maranh\u00e3o e at\u00e9 mesmo Amazonas&#8221;, disse, por nota, o presidente do sindicato, Walter Tannus Freitas.<\/p>\n<p>Em nota, a Acelen afirma que aguarda resposta a of\u00edcio enviado para a Secretaria de Fazenda da Bahia (Sefaz-BA) pedindo esclarecimento sobre a aplica\u00e7\u00e3o do congelamento de ICMS cobrado por substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria.<\/p>\n<p>&#8220;Para evitar recolhimento a menor e tamb\u00e9m mitigar impactos sobre os pre\u00e7os aplicados, a Acelen est\u00e1 em contato com seus clientes oferecendo apoio para decis\u00e3o do modelo de aplica\u00e7\u00e3o excepcional at\u00e9 resultado final da Sefaz&#8221;, diz a empresa.<\/p>\n<p>Os pre\u00e7os dos combust\u00edveis s\u00e3o livres no pa\u00eds desde 2002 e a implanta\u00e7\u00e3o de uma pol\u00edtica de acompanhamento do mercado internacional pela Petrobras foi fundamental para atrair interessados em suas refinarias.<\/p>\n<p>Com a escalada dos pre\u00e7os dos combust\u00edveis desde 2021, por\u00e9m, a pol\u00edtica de paridade de importa\u00e7\u00e3o vem ganhando cr\u00edticos, entre eles o presidente Jair Bolsonaro (PL), que defendeu nesta segunda uma revis\u00e3o do modelo atual, implantado no governo Michel Temer.<\/p>\n<p>&#8220;Tem uma legisla\u00e7\u00e3o errada feita l\u00e1 atr\u00e1s que voc\u00ea tem uma paridade com o pre\u00e7o internacional [dos combust\u00edveis]. Ou seja, o petr\u00f3leo -o que \u00e9 tirado do petr\u00f3leo- leva-se em conta o pre\u00e7o fora do Brasil. Isso n\u00e3o pode continuar acontecendo&#8221;, disse o presidente, durante entrevista a uma r\u00e1dio de Roraima.<\/p>\n<p>Ele disse ainda que, caso o avan\u00e7o do pre\u00e7o internacional dos combust\u00edveis fosse integralmente repassado aos postos, haveria um reajuste de cerca de 50% para os consumidores. &#8220;N\u00e3o \u00e9 admiss\u00edvel&#8221;, afirmou. &#8220;A popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o aguenta uma alta com esse percentual aqui no Brasil&#8221;.<\/p>\n<p>A Petrobras tem repetido que vai observar o cen\u00e1rio antes de decidir pelo repasse da alta das cota\u00e7\u00f5es internacionais, mas a defasagem em seus pre\u00e7os j\u00e1 havia atingido na semana passada os maiores patamares em uma d\u00e9cada.<\/p>\n<p>Antes da abertura do mercado esta segunda, a defasagem nos pre\u00e7os da gasolina e do diesel estavam em 26% e 30%, respectivamente, segundo estimativa da Abicom (Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Importadoras de Combust\u00edveis).<\/p>\n<p>Segundo a ag\u00eancia Reuters, h\u00e1 hoje uma press\u00e3o da empresa sobre o governo para autorizar algum reajuste nos pre\u00e7os, enquanto Bras\u00edlia debate medidas de atenuar os feitos dos aumentos ao consumidor.<\/p>\n<p>Na tarde desta segunda, por exemplo, t\u00e9cnicos dos minist\u00e9rios de Minas e Energia e da Economia se re\u00fanem para discutir alternativas. Uma das propostas na mesa seria a implanta\u00e7\u00e3o de um programa de subs\u00eddios semelhante ao adotado pelo governo Temer durante a greve dos caminhoneiros de 2018.<\/p>\n<p>A ideia foi bem recebida tanto pelas importadoras quanto por analistas do mercado financeiro que acompanham a Petrobras.<\/p>\n<p>&#8220;Um programa de subs\u00eddios aos combust\u00edveis (se aprovado) removeria, ao menos no curto prazo, o risco de disrup\u00e7\u00e3o da lucratividade da companhia&#8221;, escreveram os analistas Bruno Amorim e Jo\u00e3o Frizo, do Goldman Sachs.<\/p>\n<p>Na nota publicada em seu site, a empresa diz ainda que &#8220;reafirma sua aposta em uma pol\u00edtica transparente, amparada por crit\u00e9rios t\u00e9cnicos, em conson\u00e2ncia com as pr\u00e1ticas internacionais de mercado&#8221;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Fonte: Folhapress<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Enquanto a Petrobras segura os pre\u00e7os da gasolina e do diesel em meio \u00e0 disparada da cota\u00e7\u00e3o internacional do petr\u00f3leo, o consumidor da Bahia \u00e9 o primeiro no pa\u00eds a sentir no bolso os impactos da guerra da Ucr\u00e2nia sobre os combust\u00edveis. 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