{"id":26643,"date":"2023-01-15T22:40:26","date_gmt":"2023-01-16T01:40:26","guid":{"rendered":"https:\/\/www.oparanews.com.br\/?p=26643"},"modified":"2023-01-15T22:40:26","modified_gmt":"2023-01-16T01:40:26","slug":"obitos-por-dengue-e-chikungunya-crescem-em-al-em-2022","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.oparanews.com.br\/index.php\/2023\/01\/15\/obitos-por-dengue-e-chikungunya-crescem-em-al-em-2022\/","title":{"rendered":"\u00d3bitos por dengue e chikungunya crescem em AL em 2022"},"content":{"rendered":"<p>Os n\u00fameros n\u00e3o mentem e mostram que houve um aumento significativo dos casos de doen\u00e7as causadas pelo mosquito aedes Aegypti, as chamadas arboviroses, ao longo de 2022 em Alagoas. O crescimento se deu n\u00e3o s\u00f3 em rela\u00e7\u00e3o ao n\u00famero de pessoas que tiveram as doen\u00e7as, mas tamb\u00e9m quando se fala de mortes. Um salto de dois \u00f3bitos para seis somente no que se refere aos casos de dengue.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o \u00e9 preocupante, especialmente nesta \u00e9poca do ano, quando h\u00e1 o aumento das temperaturas. Por isso, \u00e9 fundamental que a popula\u00e7\u00e3o esteja atenta e n\u00e3o deixe \u00e1gua parada e exposta &#8211; meio pelo qual ocorre a reprodu\u00e7\u00e3o do mosquito. Observar os vasos de plantas e outros objetos, como pneus, garrafas e at\u00e9 as tampinhas delas, que porventura tenham sido deixados em quintais e garagens, \u00e9 um cuidado essencial e que n\u00e3o pode ser deixado de lado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para se ter uma ideia, foram 41.192 casos de dengue ao longo do ano, n\u00famero que representa uma m\u00e9dia de 3.432 pessoas com a doen\u00e7a por m\u00eas no estado, ou 114,4 pessoas infectadas por dia. Em 2021, foram 10.240 casos. Ou seja, houve um crescimento de mais de 300% nos registros de dengue em Alagoas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quando o assunto passa a ser a chikungunya, tamb\u00e9m houve crescimento. Um salto de 860 casos e nenhuma morte em 2021, para 11.266 e dois \u00f3bitos no ano passado. O crescimento dos casos representa um aumento de mais de 1.200% nos registros da doen\u00e7a no estado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os dados s\u00e3o do Sistema de Informa\u00e7\u00e3o de Notifica\u00e7\u00e3o de Agravos do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade (Sinan\/MS) e foram divulgados pela Secretaria de Estado da Sa\u00fade de Alagoas (Sesau). Eles trazem ainda o panorama dos casos de zika ao longo do ano. Foram 1.162 registros e nenhum \u00f3bito em 2022, enquanto 2021 registrou 444 casos e nenhuma morte.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Dengue<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>De acordo com boletim epidemiol\u00f3gico divulgado pelo MS, de janeiro a dezembro de 2022, foram registrados 1.450.270 casos prov\u00e1veis de dengue &#8211; uma taxa de incid\u00eancia de 679,9 casos por 100 mil habitantes- em todo o Brasil. Quando comparado com o ano de 2021, ocorreu um aumento de 162,5% casos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para o ano de 2022, a Regi\u00e3o Centro-Oeste apresentou a maior taxa de incid\u00eancia de dengue, com 2.086,9 casos\/100 mil habitantes, seguida das Regi\u00f5es: Sul (1.050,5 casos\/100 mil habitantes), Sudeste (536,6 casos\/100 mil habitantes), Nordeste (431,5 casos\/100 mil habitantes) e Norte (277,2 casos\/100 mil habitantes).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao n\u00famero de mortes, foram confirmados 1.016 \u00f3bitos por dengue, sendo 872 por crit\u00e9rio laboratorial e 144 por crit\u00e9rio cl\u00ednico epidemiol\u00f3gico.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Chikungunya<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>J\u00e1 quando se fala em chikungunya, o MS registrou, ao longo de 2022, 174.517 casos prov\u00e1veis, o que representa uma taxa de incid\u00eancia de 81,8 casos a cada 100 mil habitantes no Brasil. A capital Macei\u00f3 aparece como o segundo munic\u00edpio do pa\u00eds com o maior registro de casos prov\u00e1veis da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O primeiro foi Fortaleza-CE, que apresentou 20.453 registros, um total de 756,5 casos a cada 100 mil habitantes. Em Macei\u00f3, foram 5.984 casos, sendo 580 deles a cada 100 mil habitantes. Depois da capital alagoana, os outros cinco munic\u00edpios com os registros mais altos tamb\u00e9m ficam no Nordeste, sendo tr\u00eas no Cear\u00e1, um no Piau\u00ed e um na Para\u00edba, respectivamente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em todo o pa\u00eds, em 2022, foram confirmados 94 \u00f3bitos para chikungunya, sendo que o Cear\u00e1 concentrou 41,5% (39) delas. At\u00e9 a divulga\u00e7\u00e3o do boletim, nos primeiros dias de janeiro deste ano, 15 \u00f3bitos pela doen\u00e7a estavam sendo investigados no Brasil.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Zika<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o aos dados de zika, O MS mostra que ocorreram 9.204 casos prov\u00e1veis da doen\u00e7a at\u00e9 o in\u00edcio de dezembro de 2022, correspondendo a uma taxa de incid\u00eancia de 4,3 casos por 100 mil habitantes no pa\u00eds. Quando comparado com o ano de 2021, houve um aumento de 42% no n\u00famero de casos. At\u00e9 a referida data, havia sido confirmado um \u00f3bito por zika no Pa\u00eds, ocorrido no estado de Goi\u00e1s.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A Regi\u00e3o Nordeste apresentou a maior incid\u00eancia de casos de zika em 2022 (13,3 casos\/100 mil hab.), seguida das Regi\u00f5es Norte (3,3 casos\/100 mil hab.) e Centro- -Oeste (1,7 casos\/100 mil hab.). O munic\u00edpio de Uni\u00e3o dos Palmares, no interior de Alagoas, est\u00e1 entre os que apresentaram n\u00fameros altos de casos da doen\u00e7a, com 206 registros, sendo 312,3 casos a cada 100 mil habitantes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o aos casos de zika em gestantes, foram registrados 591 casos prov\u00e1veis, sendo que Alagoas tamb\u00e9m figura entre os que registraram maiores n\u00fameros de casos. Foram 210 no Rio Grande do Norte, 53 na Bahia, 53 na Para\u00edba, 48 em Alagoas e 43 em Pernambuco. Juntos, esses estados concentraram 68,9% dos casos no Brasil.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Fonte: Gazetaweb<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os n\u00fameros n\u00e3o mentem e mostram que houve um aumento significativo dos casos de doen\u00e7as causadas pelo mosquito aedes Aegypti, as chamadas arboviroses, ao longo de 2022 em Alagoas. 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