{"id":3685,"date":"2020-02-09T22:05:22","date_gmt":"2020-02-09T22:05:22","guid":{"rendered":"https:\/\/oparanews.com.br\/?p=3685"},"modified":"2020-02-09T22:05:22","modified_gmt":"2020-02-09T22:05:22","slug":"casos-de-hanseniase-aumentam-em-alagoas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.oparanews.com.br\/index.php\/2020\/02\/09\/casos-de-hanseniase-aumentam-em-alagoas\/","title":{"rendered":"Casos de hansen\u00edase aumentam em Alagoas"},"content":{"rendered":"<p>O n\u00famero de casos de hansen\u00edase aumentou em Alagoas, segundo dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Foram 306 notifica\u00e7\u00f5es, em 2017, e 357, em 2018. Os dados apontam ainda que, em nove anos, o estado registrou 21 mortes causadas pela doen\u00e7a.<\/p>\n<p>O levantamento apontou que, em 20 anos, a hansen\u00edase atingiu 768 mil brasileiros. Em Alagoas, neste per\u00edodo, o n\u00famero chega a 7.649 notifica\u00e7\u00f5es. Em 1999, foram registrados 289 novos casos. Em 2016, esse dado baixou para 273. J\u00e1 em 2017 foram 306 notifica\u00e7\u00f5es, e 357, em 2018.<\/p>\n<p>Mesmo com as constantes campanhas educativas, com foco no diagn\u00f3stico precoce, a detec\u00e7\u00e3o de novos casos tem indicado uma m\u00e9dia de 38 mil registros por ano, no per\u00edodo. Atualmente, a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) coloca o Brasil no segundo lugar no mundo em casos de hansen\u00edase. Perde apenas para a \u00cdndia, que em 2017 apresentou 126.164 registros.<\/p>\n<p>Para a coordenadora da Campanha Nacional de Hansen\u00edase da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), Sandra Dur\u00e3es, trata-se de uma doen\u00e7a que afeta, sobretudo, regi\u00f5es com menor \u00cdndice de Desenvolvimento Humano (IDH). \u201cApesar de o Brasil ser considerado uma pot\u00eancia econ\u00f4mica, a exist\u00eancia de desigualdades regionais repercute na forma como o registro de novos casos se materializa\u201d, explicou.<\/p>\n<p>Sobre o crescimento dos casos, a Sociedade aponta diversos fatores, entre eles a dificuldade de acesso da popula\u00e7\u00e3o aos servi\u00e7os de sa\u00fade, principalmente no Norte, Centro-Oeste e Nordeste, levando ao diagn\u00f3stico tardio.<\/p>\n<p>Nessas duas d\u00e9cadas analisadas, no Brasil, as maiores detec\u00e7\u00f5es de novos casos, em n\u00fameros absolutos, foram registradas no Maranh\u00e3o (84.628 notifica\u00e7\u00f5es); Par\u00e1 (83.467); Mato Grosso (63.779); Pernambuco (57.355); e Bahia (52.411).<\/p>\n<p>Entre 1999, quando o Brasil contabilizou 43.617 registros da doen\u00e7a, e 2016, onde esse total baixou para 25.214, houve uma redu\u00e7\u00e3o nos n\u00fameros. Por\u00e9m, os dados do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade apontam uma pequena alta a partir de ent\u00e3o, com 26.875 notifica\u00e7\u00f5es, em 2017, e 28.657, no ano seguinte.<\/p>\n<p>\u201cIsso n\u00e3o significa necessariamente uma piora repentina. A doen\u00e7a n\u00e3o se comporta como uma epidemia viral. Na verdade, \u00e9 a prova de que a rede de atendimento, buscou mais ativamente os casos para fazer o diagn\u00f3stico mais precoce. Contudo, mostra que o volume de pessoas portadores da hansen\u00edase ainda \u00e9 significativo, sendo que muitos n\u00e3o sabem que possuem essa condi\u00e7\u00e3o\u201d, alerta Egon Daxbacher, diretor da SBD e especialista no assunto.<\/p>\n<p>Segundo Daxbacher, esse aumento no n\u00famero de novos casos detectados, entre 2016 e 2018, resulta de mudan\u00e7as na estrat\u00e9gia de preven\u00e7\u00e3o e combate \u00e0 doen\u00e7a. Dados do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade apontam, por exemplo, que houve aumento no total de casos detectados a partir de a\u00e7\u00f5es como campanhas, exames feitos em pessoas que mant\u00e9m contato (direto ou perif\u00e9rico) com pacientes e exames de coletividade.<\/p>\n<p><strong>Sintomas e tratamento<\/strong><\/p>\n<p>A hansen\u00edase era conhecida popularmente como lepra, uma doen\u00e7a milenar com registros at\u00e9 na B\u00edblia. O diagn\u00f3stico precoce e \u00e9 essencial para evitar sequelas graves e facilitar o tratamento, disponibilizado de gra\u00e7a pelo Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS).<\/p>\n<p>A doen\u00e7a se manifesta principalmente por meio de les\u00f5es na pele e sintomas neurol\u00f3gicos, como dorm\u00eancia e diminui\u00e7\u00e3o de for\u00e7a nas m\u00e3os e nos p\u00e9s. Seu diagn\u00f3stico, tratamento e cura dependem de exames cl\u00ednicos e, principalmente, da capacita\u00e7\u00e3o do m\u00e9dico.<\/p>\n<p>Em Alagoas, nos casos mais graves da doen\u00e7a, o paciente \u00e9 encaminhado para um dos 4 centros de refer\u00eancia no estado: o Hospital Universit\u00e1rio e o II Centro de Sa\u00fade, em Macei\u00f3; o Centro de Refer\u00eancia Integrada de Arapiraca ou o Ambulat\u00f3rio da Hansen\u00edase, em Delmiro Gouveia.<\/p>\n<p><strong>Capacita\u00e7\u00e3o m\u00e9dica<\/strong><\/p>\n<p>O presidente da SBD, Sergio Palma, afirma que a entidade tem colaborado com a capacita\u00e7\u00e3o de m\u00e9dicos de outras especialidades e generalistas, o que contribui para o fortalecimento da rede de detec\u00e7\u00e3o dessa doen\u00e7a. \u201cNo entanto, fica o alerta: quando descoberta e tratada tardiamente, a hansen\u00edase pode trazer deformidades e incapacidades f\u00edsicas\u201d, ressaltou.<\/p>\n<p>A hansen\u00edase apresenta uma taxa de mortalidade relativamente baixa, em compara\u00e7\u00e3o com o n\u00famero de casos diagnosticados no per\u00edodo. Entre 2008 e 2017, em todo o Brasil foram registrados 1.801 \u00f3bitos decorrentes dessa doen\u00e7a. O maior volume de mortes aparece no Maranh\u00e3o (269), Bahia (136), Cear\u00e1 (135), Rio de Janeiro (134) e Par\u00e1 (126). Em Alagoas, foram 21 mortes causadas pela hansen\u00edase de um total de 790 em todo o Nordeste.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Fonte: G1\/AL<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O n\u00famero de casos de hansen\u00edase aumentou em Alagoas, segundo dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Foram 306 notifica\u00e7\u00f5es, em 2017, e 357, em 2018. Os dados apontam ainda que, em nove anos, o estado registrou 21 mortes causadas pela doen\u00e7a. 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