{"id":8822,"date":"2020-08-19T02:04:24","date_gmt":"2020-08-19T02:04:24","guid":{"rendered":"https:\/\/oparanews.com.br\/?p=8822"},"modified":"2020-08-19T02:04:24","modified_gmt":"2020-08-19T02:04:24","slug":"remedios-para-hiv-e-hepatite-serao-testados-contra-covid-19","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.oparanews.com.br\/index.php\/2020\/08\/19\/remedios-para-hiv-e-hepatite-serao-testados-contra-covid-19\/","title":{"rendered":"Rem\u00e9dios para HIV e hepatite ser\u00e3o testados contra covid-19"},"content":{"rendered":"<p>Os efeitos de medicamentos para o tratamento do HIV e da hepatite C em pacientes com quadros moderados do novo coronav\u00edrus ser\u00e3o estudados a partir deste m\u00eas por pesquisadores do grupo Coaliz\u00e3o Covid Brasil, que re\u00fane hospitais e institutos de pesquisa do Pa\u00eds. O objetivo \u00e9 verificar o potencial das subst\u00e2ncias &#8211; que j\u00e1 se mostraram eficazes para a redu\u00e7\u00e3o da carga viral em testes in vitro feitos pela Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz) &#8211; em pacientes internados, mas que n\u00e3o evolu\u00edram para as formas mais graves da doen\u00e7a. Pouco mais de mil pacientes devem participar da pesquisa, que deve ter os resultados divulgados em dezembro.<\/p>\n<p>Pacientes de 35 centros de regi\u00f5es onde a doen\u00e7a est\u00e1 em ascens\u00e3o ser\u00e3o escolhidos por sorteio e divididos em grupos que v\u00e3o receber atazanavir, indicado para o HIV, uma combina\u00e7\u00e3o de sofosbuvir com daclatasvir ou apenas o daclatasvir, estes dois \u00faltimos s\u00e3o rem\u00e9dios usados em pacientes com hepatite C. Participantes tamb\u00e9m v\u00e3o receber placebo e ser\u00e1 um estudo duplo cego: nem os pacientes nem os pesquisadores v\u00e3o saber quais medicamentos foram utilizados ou se era placebo.<\/p>\n<p>&#8220;Esta etapa da pesquisa come\u00e7ou a partir da ideia de estudar antivirais, porque essas subst\u00e2ncias se mostraram eficazes como alternativa ao remdesivir, usado para o ebola e que diminuiu a gravidade da doen\u00e7a, mas que \u00e9 extremamente caro, n\u00e3o temos no Brasil e a patente ainda n\u00e3o foi quebrada. Esses s\u00e3o medicamentos baratos e a gente busca achar uma medica\u00e7\u00e3o que seja vi\u00e1vel para a popula\u00e7\u00e3o em massa&#8221;, explica Israel Maia, pesquisador do HCor e membro do grupo, que engloba o Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital S\u00edrio-Liban\u00eas, Hospital Moinhos de Vento, Hospital Alem\u00e3o Oswaldo Cruz, Benefic\u00eancia Portuguesa de S\u00e3o Paulo, HCor, Brazilian Clinical Research Institute (BCRI) e Rede Brasileira de Pesquisa em Terapia Intensiva (BRICNet). A pesquisa ser\u00e1 feita em parceria com a Fiocruz.<\/p>\n<p>No estudo, os pesquisadores querem verificar a efic\u00e1cia dos tratamentos para reduzir a carga viral e se os pacientes apresentaram melhora por meio da an\u00e1lise do n\u00famero de dias que eles permaneceram sem necessidade de suporte respirat\u00f3rio.<\/p>\n<p>&#8220;A gente chegou a um desenho mais robusto e, em vez de estudar s\u00f3 uma subst\u00e2ncia, vamos fazer tr\u00eas estudos ao mesmo tempo, respondendo, em uma sequ\u00eancia, se tem a\u00e7\u00e3o contra o Sars coV-1, se \u00e9 seguro e se melhora os desfechos cl\u00ednicos. At\u00e9 dezembro, vamos saber qual antiviral faz mais efeito.&#8221; A expectativa \u00e9 de que at\u00e9 1.012 pacientes participem do estudo.<\/p>\n<p>Estudo \u00e9 o nono realizado pelo grupo durante a pandemia<\/p>\n<p>A Coaliz\u00e3o Covid Brasil tem realizado estudos em mais de 100 centros de sa\u00fade brasileiros e analisado op\u00e7\u00f5es de combate \u00e0 doen\u00e7a que tamb\u00e9m est\u00e3o sendo pesquisadas em outros pa\u00edses.<\/p>\n<p>&#8220;A gente tem uma diferen\u00e7a muito grande de regi\u00e3o para regi\u00e3o em termos populacionais que nos d\u00e1 diferentes preval\u00eancias da covid em diferentes lugares. N\u00f3s ficamos muito atentos aos novos estudos e novas pesquisas in vitro ou iniciais em seres humanos que t\u00eam mais plausibilidade biol\u00f3gica. Tudo que \u00e9 de tend\u00eancia internacional que vemos na literatura a possibilidade de desenvolver, fazemos estudos robustos que possam responder se aquela interven\u00e7\u00e3o \u00e9 melhor do que a n\u00e3o-interven\u00e7\u00e3o&#8221;, explica Maia.<\/p>\n<p>Em julho, o grupo publicou na revista cient\u00edfica The New England Journal of Medicine um estudo com 667 apontando que a hidroxicloroquina, associada ou n\u00e3o \u00e0 azitromicina, n\u00e3o apresentou efic\u00e1cia para o tratamento de casos leves a moderados do novo coronav\u00edrus.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m j\u00e1 analisou os impactos do uso da dexametasona, que teve resultados positivos em testes no Reino Unido para redu\u00e7\u00e3o de mortalidade em casos graves, e com tocilizumabe, usado no tratamento de artrite reumatoide e que seria capaz de bloquear a &#8220;tempestade inflamat\u00f3ria&#8221; causada pela doen\u00e7a.<\/p>\n<p>&#8220;Al\u00e9m dos antivirais, estamos come\u00e7ando um estudo com anticoagulantes, porque a covid tem tend\u00eancia a ser coagulante e causar eventos tromb\u00f3ticos. A coaliz\u00e3o n\u00e3o trabalha com um tema, mas com v\u00e1rios. A realoca\u00e7\u00e3o de medica\u00e7\u00e3o \u00e9 muito importante para que a gente possa buscar alternativas para combater essa doen\u00e7a&#8221;, diz Maia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Fonte: Terra<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os efeitos de medicamentos para o tratamento do HIV e da hepatite C em pacientes com quadros moderados do novo coronav\u00edrus ser\u00e3o estudados a partir deste m\u00eas por pesquisadores do grupo Coaliz\u00e3o Covid Brasil, que re\u00fane hospitais e institutos de pesquisa do Pa\u00eds. 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