AL registra primeiro caso da febre Oropouche

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) confirmou nesta quarta-feira (10) o primeiro caso da Febre Oropouche em Alagoas. O paciente é um homem de 55 anos que mora na cidade de Japaratinga, litoral Norte. Ele não apresentou complicações clínicas graves. A Sesau investiga agora a origem da transmissão, já que não há registros anteriores da doença no estado.

 

Em 2023, o Brasil teve um registro de 773 casos da febre Oropouche, dos quais 99% ocorreram na região Norte. A virose também já foi notificada em vários estados do país. Em maio desse ano, dois casos da doença foram confirmados em Pernambuco.

 

Transmissão

 

O maruim é o principal transmissor da febre Oropouche, ao contrário da dengue, zika e chikungunya, que são transmitidas pelo mosquito Aedes Aegypti. A muriçoca ou pernilongo também pode transmitir o vírus. A transmissão ocorre por mosquitos infectados, depois que eles picam uma pessoa ou animal infectados e se contaminam.

 

Sintomas

 

Entre os principais sintomas estão:

 

febre de início súbito
dor de cabeça
dor muscular e articular
tontura
dor retro ocular
calafrios
fotofobia
náuseas
vômitos

 

É preciso ficar atento porque os sintomas são parecidos com os provocados pela dengue e pela chikungunya. Por serem semelhantes, podem complicar a identificação da doença.

 

Cuidados

 

A principal forma de prevenção da doença é controlar a proliferação do mosquito. O maruim é mais comum em área de vegetação como mato, florestas e mangue. Ele também gosta de água parada e de restos de fruta e folhas. Já o pernilongo é mais comum nas áreas urbanas.

 

A gerente estadual de vigilância e controle das doenças transmissíveis, Waldnéa Silva, afirma que é necessário seguir as mesmas medidas relacionadas à dengue. “Além de manter a casa limpa, é necessário remover os possíveis criadouros de mosquitos, como água parada e folhas acumuladas, usar roupas que cubram a maior parte do corpo, aplicar repelente nas áreas expostas da pele e evitar áreas com grande circulação de mosquitos”.

 

Diagnóstico

 

Como os sintomas são parecidos com os da dengue e da chikungunya, a orientação da Sesau é para que o paciente com sintomas procure uma unidade de saúde mais próxima de sua residência. Caso o profissional médico verifique que os sintomas se enquadram nas arboviroses, podendo ser dengue, zika ou chikungunya, será realizado exame para fechar o diagnóstico.

 

Tratamento

 

Segundo o Ministério da Saúde (MS) não há tratamento específico. “Os pacientes devem permanecer em repouso, com tratamento sintomático e acompanhamento médico, assim como ocorre com a dengue, zika e chikungunya”, disse a gerente da Sesau.

 

 

 

Fonte: G1/AL

 

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