Pesquisadores da Ufal indicam descontrole da transmissão em Arapiraca

O município de Arapiraca, no Agreste de Alagoas, registrou um aumento de 80% de casos confirmados e de 31% de mortes por Covid-19 no período de uma semana. A informação é do Observatório Alagoano de Políticas Públicas para o Enfrentamento da Covid-19, da Universidade Federal de Alagoas (Ufa), e foi divulgada nesta segunda-feira (10).

O levantamento compara dados da 32ª semana epidemiológica de 2 a 8 de agosto com os dados da 31ª semana epidemiológica (período de domingo a sábado).

De acordo com o estudo, os casos de Covid-19 registrados em Arapiraca na 32ª semana epidemiológica representam quase a metade (46%) de todos os casos notificados em Alagoas na mesma semana.

Queda em Alagoas

No balanço total, Alagoas registrou redução no número de novos casos nas últimas duas semanas, segundo o mesmo levantamento. O estado continua mantendo a tendência de queda nos óbitos. A redução foi de 12% na última semana na comparação com a anterior.

A maioria dos 102 municípios segue essa tendência de queda. Entre os que registram alta, o estudo pede atenção especial a Arapiraca e Maceió.

Maceió

De acordo com o estudo do Observatório, a capital registrou diminuição de 33% no número de novos casos, mas o número de mortes subiu 23%, passando de 30 na 31ª semana epidemiológica para 37 óbitos na 32ª semana.

Na análise, os pesquisadores explicam que “apesar do número de novos óbitos estar diminuindo há cinco semanas, a limitada política de testagem e a demora para liberação dos exames dificultam a compreensão se isso efetivamente representa uma tendência real de aumento ou uma variação populacional em torno de uma média.

Ocupação de leitos

O estudo também alerta para a ocupação de leitos em Arapiraca, que tem número insuficiente, na avaliação dos pesquisadores da Ufal.

“Uma ressalva entre as localidades analisadas é Arapiraca, sede da 7ª Região de Saúde, que como discutido anteriormente ainda apresenta um descontrole na transmissão do novo Coronavírus, apresentando uma taxa de ocupação de 72% dos leitos de UTI”, diz trecho do levantamento.

 

Fonte: G1/AL

 

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