Mais de 300 pessoas tomaram pelo menos três doses de vacina contra a Covid-19 em AL
Um levantamento da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) aponta que 304 pessoas em Alagoas tomaram pelo menos três doses das vacinas contra a Covid-19. O Ministério público Federal (MPF) investiga os casos.
Os casos aconteceram em 63 municípios do estado. A maior número de casos no estado foram registrados nas cidades de Maceió (94), Arapiraca (28) e São Luiz do Quitunde com (14).
O professor da Ufal, Krerley Oliveira disse que 70% das primeiras doses são da CoronaVac e 60% das terceiras doses dão da Astrazeneca. “Isso indica que merece uma investigação mais aprofundada pelos órgãos de fiscalização”, comentou.
A procuradora da República, Niedja Kaspary disse que primeiro o caso vai ser encaminhado aos órgãos de controle do estado e da União. “Apurado que efetivamente ocorreu a fraude, vai ser encaminhado para os ministérios públicos do estado e Federal”, disse.
A Secretaria de Saúde de Maceió comunicou que vai investigar os casos para apurar se houve três aplicações na mesma pessoa.
A Coordenação de Doenças de Arapiraca informou que, até esta quinta (8), não recebeu nenhuma notificação no Plano Nacional de Imunização (PNI).
A prefeitura de São Luiz do Quitunde comunicou que a aplicação das vacinas é feita de acordo com as orientações do Ministério da Saúde e nega que os casos tenham acontecido no município.
A Secretaria de Saúde de Alagoas (Sesau) informou que, se houver registro, vai entrar em contato com os municípios e apurar o que aconteceu.
Quase 30 mil pessoas no país
No país, o estudo aponta que 29.570 pessoas tomaram pelo menos três doses. Destas, 4.309 foram aplicadas no mesmo estado. São Paulo tem o maior número (4.870), seguido por Paraná (2.689), Rio Grande do Sul (2.416) e Bahia (2.038).
A epidemiologista Ethel Maciel lembra que no Brasil ainda há muitas pessoas que não receberam nem a primeira dose do imunizante.
“Nesse momento nós ainda temos poucas doses. Um percentual pequeno de pessoas vacinadas com suas doses então cada dose conta muito. A gente precisa vacinar com 1 e 2 doses o maior número de pessoas pra depois pensar em outra estratégia”, lamentou a epidemiologista.
Fonte: G1/AL



