Cafu deixa a sua marca no Hall da Fama do Estádio Rei Pelé
Capitão do pentacampeonato mundial da Seleção Brasileira de futebol, o ex-jogador Cafu foi homenageado na manhã dessa segunda-feira (10), ao entrar para o Hall da Fama do Estádio Rei Pelé, onde ele deixou a marca dos pés. Além de receber a homenagem, o ex-jogador de 51 anos participou do lançamento da campanha da Associação AME, de combate à violência doméstica. A AME acolhe mulheres vítimas desse tipo de violência.
Com a marca das plantas dos pés no Hall da Fama, Marcos Evangelista de Morais, o Cafu, entra para um seleto grupo que já tem Pelé, a alagoana Marta, além de Carlos Alberto Torres, capitão da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1970, e o também alagoano Roberto Firmino.
Durante a cerimônia, estiveram presentes o presidente da Federação Alagoana de Futebol (FAF), Felipe Feijó, o presidente do CSA, Omar Coêlho e a vice-presidente do Conselho Deliberativo do Azulão, Mirian Monte, o presidente do CRB, Mário Marroquim, o secretário de Esporte e Lazer, Charles Hebert, entre outras personalidades do esporte.
Cafu comentou sobre a homenagem recebida: “Fico feliz demais em fazer parte desse time seleto de homenageados. Já rodei o mundo, ganhei títulos, mas cada homenagem como essa, valem muito para mim. De onde eu saí, até onde cheguei, tudo é muito valorizado por mim e pela minha família”.
Ele também comentou sobre a ação “Dê um cartão vermelho para a violência doméstica”, direcionada aos torcedores: “É muito importante que os homens despertem para a importância de se combater a violência contra as mulheres, seja ela qual for. Essa campanha voltada ao público masculino que aprecia o futebol é um primeiro passo para que haja a diminuição da triste estatística que atribui o aumento de 30% dos casos de violência doméstica aos dias de jogos”.
Mirian Monte também falou sobre a campanha. “É perfeita. O ambiente do futebol é predominante masculino. É neste ambiente que vamos conseguir nos comunicar. Eu defendo que a mulher se faça presente nas arquibancadas, nos espaços, quando não acontece isso, ela muitas vezes termina até fora do espaço de trabalho, porque o clube precisa de advogada, engenheira, médica, enfermeira, arquiteta, atleta. Então você tirando ela desse ambiente, impede de conseguir uma rede de contatos.”
Já o presidente do Galo, Mário Marroquim, destacou: “O Cafu é um dos meus ídolos no futebol. Tive a oportunidade de ver o Brasil ser penta com o Cafu, um exemplo de homem, de ser humano. Fiquei muito honrado em estar neste evento com ele”.
E Charles Hebert falou: “É uma honra para nós estarmos promovendo essa homenagem ao Cafu, um atleta que sempre torcemos, que foi exemplo de superação, como pessoa também, e hoje está aqui, demonstrando a sua simplicidade”.
por Fernanda Medeiros – Gazetaweb



