Com a prática, médicos aprendem a tratar covid e salvam mais vidas nas UTIs
Quando o novo coronavírus chegou ao Brasil, em fevereiro, os médicos se viram diante de uma doença nova, de alto grau de contágio e sem protocolos de tratamento. Era um desafio inédito para a geração de profissionais de saúde no país, que nunca enfrentou um problema dessa magnitude.
Passados cinco meses das primeiras internações por covid-19 no Brasil, eles avaliam que, mesmo sem vacina ou uma medicação que elimine o vírus no corpo infectado, a prática no tratamento elevou as chances de sobrevivência de casos graves graças a procedimentos e drogas que melhoram a resposta do corpo às consequências da doença.
Hoje, segundo dados do painel de dados “UTIs Brasileiras”, a mortalidade de pacientes que passam por leito de terapia intensiva é de 34%. Inicialmente, esse índice chegava a superar 50%. “Hoje a gente conhece melhor o que está tratando. Quando a doença chegou para nós, era uma doença nova; tentou-se utilizar conhecimento de outras doenças, mas vimos logo que havia mais coisas”, conta Marcos Galindo, da Comissão de Ética e Defesa Profissional da AMIB (Associação de Medicina Intensiva Brasileira).
Fonte: UOL



