Anvisa: ‘evento adverso’ com J&J não foi no Brasil
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) informou, em nota divulgada nesta terça-feira (13), que o “evento adverso” que ocorreu com um voluntário dos testes da vacina da Johnson contra a Covid-19 foi no exterior. No Brasil, 12 voluntários, todos no Rio de Janeiro, já receberam a dose (única) da vacina ou um placebo.
Segundo a agência, novas inclusões nos testes só poderão ocorrer quando houver autorização da Anvisa, “que procederá com a análise dos dados da investigação e decidirá pela continuidade ou interrupção permanente, baseada nos de segurança e avaliação risco/benefício”. (Veja íntegra da nota ao final desta reportagem).
Na segunda, a Johnson anunciou uma pausa nos testes de sua candidata a vacina contra a Covid-19, conhecida pelo nome de Ad26.COV2.S, por causa de uma “doença inexplicada” em um dos participantes.
Os testes da imunização incluíam o chamado “grupo controle”, que recebe uma substância inativa (o placebo). Esse grupo serve para medir os efeitos da vacina no grupo que de fato a tomou. A empresa não informou se a pessoa que teve a doença recebeu a vacina ou o placebo.
A determinação de quem iria receber a vacina ou o placebo foi feita de forma aleatória (randomizada), e nem os voluntários nem os pesquisadores sabiam quais pessoas receberiam qual substância (esse tipo de estudo é chamado de “duplo-cego”).
Testes no Brasil
A Ad26.COV2.S é uma das quatro candidatas contra a Covid-19 que estão sendo testadas em fase 3 no Brasil; a empresa recebeu autorização para os testes em agosto. A previsão era de que os ensaios ocorressem em 7 estados (Bahia, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e São Paulo) e no Distrito Federal, com ao menos 7 mil voluntários.
As outras imunizações testadas no Brasil são a da Sinovac (chinesa); a de Oxford/AstraZeneca (britânica) e a da BioNTech/Pfizer (alemã/americana).
Fonte: G1



