Homem é condenado a 103 anos de prisão por estuprar filhos e abusar de cadela
A Vara única do município de Igreja Nova, região do Baixo São Francisco de Alagoas, condenou a 103 anos e seis meses de prisão, um homem acusado de estuprar quatro filhos e abusar da cadela da família. A mãe das crianças foi condenada a 93 anos e 4 meses, por omitir os crimes. Os dois estão presos desde outubro de 2018.
A informação foi divulgada nesta segunda-feira (30) pelo Tribunal de Justiça do Estado de Alagoas TJ-AL. As crianças tinham entre sete e 15 anos quando as agressões sexuais ocorreram de forma repetida. Segundo o TJ, os filhos contaram ainda que, por conta dos ferimentos causados pelos atos sexuais, a cadela da família faleceu no dia seguinte aos abusos.
Além do crime de estupro de vulnerável, como uma das filhas foi violentada após completar 14 anos, o pai também vai responder pelo crime de estupro comum.
Durante o interrogatório, o acusado negou os crimes e disse que a filha mais velha “era desobediente, não frequentava aulas e tinha o costume de dormir fora de casa”.
“A negativa do acusado restou completamente isolada, porquanto as testemunhas de defesa – ouvidas como declarantes – não trouxeram nenhum elemento apto a afastar a versão da vítima, mormente porque as referidas declarantes foram meramente abonatórias”, diz trecho da sentença assinada pelo juiz Anderson Santos dos Passos, na quinta (26).
Segundo o TJ, o juiz ressaltou que uma das filhas narrou de forma minuciosa e com detalhes os abusos suportados.
Para a condenação do pai, a Justiça levou em consideração os depoimentos das vítimas e de conselheiras tutelares, e os laudos periciais que indicam conjunção carnal recente com as meninas. No caso do menino, o exame revelou ferimentos no ânus que podem ter sido causados pelos abusos.
Já para as condenação da mãe, a Justiça considerou os depoimentos das filhas, que relataram pedir ajuda à mãe, “mas esta ordenava que permanecessem caladas sobre o assunto e as repreendia. Por vezes, a genitora também presenciava os atos”, conforme informa os depoimentos.
Fonte: G1/AL



