Teste confirma Covid-19 em indígena alagoana que morreu em Sergipe
A coordenação do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Alagoas e Sergipe confirmou na manhã deste sábado (9) a primeira morte de indígena de Alagoas por Covid-19. A vítima tinha 56 anos, era da etnia Kariri Xocó, e morava na aldeia Kariri Xocó, no município de Porto Real do Colégio, em Alagoas. Ela morreu na última quinta-feira (7), no município de Propriá, em Sergipe.
Por meio de nota, o coordenador distrital, Ivaldo José da Silva Melgueiro, informou que a indígena tinha comorbidades, como cardiopatia, que causava dispneia e cansaço.
O coordenador do distrito explicou que um carro 24 horas do polo base levou a indígena no domingo (3) ao pronto-socorro do município de Porto Real do Colégio. A equipe do hospital optou por encaminhá-la ao hospital de Propriá, em Sergipe.
No hospital, ela foi considerada como caso suspeito de Covid-19 por causa dos sintomas e precisou ser colocada em uma área de isolamento.
Na segunda-feira (4), foi realizado o exame de PCR para detecção da Covid-19. O resultado positivo para o novo coronavírus foi liberado pelo Lacen de Sergipe na última sexta-feira (8).
Na nota, o DSEI informa que está investigando o local da possível contaminação da indígena.
“Em nome da SESAI queremos externar os nossos mais sinceros sentimentos a todos os familiares e amigos”, diz a nota.
O coordenador da DSEI AL/SE disse que barreiras sanitárias foram feitas nas comunidades indígenas de Alagoas e de Sergipe para prevenção da Covid-19. A ação tem como objetivos atingir o maior número de indígenas para o isolamento social, monitorar e orientar os indígenas que estão tendo contato com cidades vizinhas e conscientizar toda comunidade indígena sobre as medidas de prevenção contra o novo coronavírus.
“Iniciamos faz duas semanas com os indígenas de Sergipe e estamos colocando para as aldeias indígenas do estado de Alagoas”, explicou Ivaldo José.
Fonte: G1/AL



