Como uma pessoa surda aprende a dançar samba? Projeto em Penedo mostra que a dança vai muito além da música
Dançando em Libras chega ao município com uma metodologia inclusiva que une pessoas surdas, ouvintes e participantes com outras deficiências em aulas gratuitas de samba.
É comum associar a dança exclusivamente à música. Mas, no projeto Dançando em Libras, o ritmo também é percebido pelo corpo, pela observação, pela interação e pela Língua Brasileira de Sinais (Libras). É dessa forma que pessoas surdas, ouvintes e participantes com outras deficiências compartilham o mesmo espaço de aprendizagem, descobrindo que a dança pode ser uma linguagem acessível para todos.
A experiência chega agora a Penedo, município escolhido para receber uma das etapas do projeto desenvolvido pela Restinga Cia de Dança, que está com inscrições abertas para o módulo de Samba.

A iniciativa é realizada por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), com patrocínio da TAG – Transportadora Associada de Gás e realização da Restinga Cia de Dança e do Ministério da Cultura, levando a diferentes cidades brasileiras uma metodologia que alia formação artística, inclusão social e democratização do acesso à cultura.
Quando a dança também se torna linguagem
Muito além do aprendizado técnico, o Dançando em Libras propõe uma vivência em que o movimento se transforma em comunicação. Durante as aulas, cada atividade é construída para que todos possam participar de maneira ativa, respeitando diferentes formas de percepção, expressão e interação.

A proposta demonstra que a dança não depende apenas da audição. Ela acontece por meio da observação, da percepção corporal, das vibrações, da condução dos movimentos e da comunicação em Libras, criando um ambiente onde todos aprendem juntos.
Para a professora Ticiani Oliveira, essa é justamente a essência do projeto.
“Quando unimos a dança à Libras, percebemos que o movimento também comunica. Cada aula é uma oportunidade de criar vínculos, fortalecer a autoestima e mostrar que a inclusão acontece quando todos têm espaço para aprender, ensinar e compartilhar experiências.”
Uma experiência para todos
Não é necessário saber dançar para participar. O projeto acolhe pessoas com ou sem experiência, valorizando o desenvolvimento individual e a convivência entre participantes com diferentes histórias de vida.

Em Penedo, as aulas acontecerão no SINDISPEM, sempre às quartas-feiras, durante quatro meses, com duas opções de horário:
- Turma A: das 14h30 às 16h30;
- Turma B: das 16h45 às 18h45.
Cada participante deverá escolher apenas uma das turmas, permanecendo no horário selecionado durante toda a formação.
A recomendação é utilizar roupas confortáveis, calçados adequados para a prática das atividades e chegar com disposição para viver uma experiência construída sobre respeito, acolhimento e troca de conhecimentos.
Inscrições abertas
As inscrições são 100% gratuitas e já estão disponíveis pelo endereço:
https://doity.com.br/dancandoemlibraspenedo
Ao levar essa metodologia para Penedo, a Restinga Cia de Dança amplia o acesso à formação artística inclusiva e reforça que a cultura é um espaço onde todas as pessoas podem participar, aprender e protagonizar novas histórias.
por Assessoria



